Da (não) Legalização das Drogas.

Muita gente que se diz a favor da descriminalização das drogas argumenta que,  se fosse possível comprar, por exemplo, um baseado no boteco da esquina, os usuários não precisariam comprar a droga dos traficantes, o que, consequentemente, levaria ao fim do tráfico.
Creio que esse argumento não é válido, e por um motivo simples: o preço do produto produzido de maneira industrial, seguindo parâmetros de qualidade e pagando impostos, entre outros fatores, subiria demais.
Em torno de 70% do preço do cigarro vendido na padaria é imposto; um maço que custa, por exemplo R$ 2,00 – não sei quanto custa um maço de cigarro- na verdade custa R$ 0,60. O resto é imposto. Fazendo um cálculo análogo – dada a semelhança dos produtos – um baseado que custa, por exemplo, R$ 1,00 – sei muito menos ainda – aumentaria para algo perto de R$ 2,33, mais que o dobro. Se custa mais, pior ainda.
E isso é só imposto. Como eu disse antes, o processo de industrialização do produto dentro de padrões de qualidade por empresas que geram empregos e pagam  os direitos dos trabalhadores acarretaria mais aumento ainda.
Bom, preço alto é porta aberta para a pirataria. è assim com roupas (29% das vestimentas vendidas no Brasil são ilegais), tênis (16%), programas de computador (58%), para não falar em CD’s e DVD’s. O mercado ilegal do próprio cigarro chega a 35% do total. Por quê seria diferente com drogas?
Quer dizer: a legalização das drogas não acabaria com o mercado ilegal destas; apenas criaria um comércio legal paralelo a este, com menor competitividade e sem o mesmo apelo “transgressor”, sem a mesma “graça” do produto do traficante, que além de tudo, “pendura” a conta.
E você sabe quem “comercializa” produtos ilegais, de tênis a cigarro, de boné a maconha, para financiar suas operações ilegais, que você sabe quais são, não sabe????
E isso é só um argumento “econômico”, sem entrar na questão moral.

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