O Mito do Fim da História.

teoria do fim da História de Francis Fukuyama é, ao menos em linhas gerais, bem conhecida; a teoria do desejo mimético de Girard, um pouco menos, mas também; vou direto ao assunto.
Não é preciso ir muito fundo pra perceber o caráter expiatório da primeira: o comunismo é o fator de instabilidade do mundo e, ao sacrificá-lo, (re)estabelece-se a ordem. Alguém já deve ter dito isso antes. ( Se souber, me aponte nos comentários.)
Também não dá pra negar o caráter mimético dela, afinal, ela é simplesmente a reação ao inimigo: troque “comunismo” por “capitalismo” na assertiva acima e eis o que está por detrás da ação dos revolucionários.
Menos inegável ainda é o caráter puramente mítico, mentiroso mesmo, da crença no sacrifício expiatório político: a menos que não me avisaram, a Idade de Ouro não chegou nem aqui, nem nos EUA, em Cuba ou na finada URSS. Mas estamos falando de Fukuyama e o que 1989 não deixou claro, 2001 escancarou.
Entretanto, o nipo-americano insiste na sua teoria, que continua atraindo muita gente. Por quê será???

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