Das bruxas e seus caçadores.

Dentre os muitos males que o comunismo causou direta ou indiretamente, um, não exatamente o menor, só foi possível com a cumplicidade da própria direita: o anti-comunismo. E por anti-comunismo eu não entendo a simples refutação do comunismo, mas aquele disposição de "caçar as bruxas", mesmo que com o mesmo "feitiço". Ou seja, combater o comunismo combatendo a liberdade.
O macartismo norte-americano e as ditaduras latino-americanas do século passado, por exemplo, usaram dos expedientes comunistas para inibir o comunismo: restrição das liberdades individuais, espionagem da vida privada dos "inimigos", prisões arbitrárias, torturas, mortes. Se os soviéticos e seus adeptos consideravam seus opositores inimigos a serem eliminados, os anti-comunistas reagiam: " nós é que vamos te eliminar primeiro". Contra a revolução se levantava não o liberalismo ou o conservadorismo, mas a contra-revolução, que, camuflando-se daquelas, era outra coisa, com um objetivo único: acabar com o comunismo - e com os comunistas.
A coisa foi tão séria que, após a queda do Muro de Berlim, chegou-se a dizer que a História estava perto do seu fim. Afinal, eles alcançaram seu objetivo quase por completo. Mas, a História não acabou, felizmente.
E a paranóia  também não acabou. Infelizmente.
Cuidado, blogueiros "direitistas" de plantão, cuidado.
(19/02/2009)
PS.: Quando escrevi originalmente este post, no blog do Wordpress, ainda não conhecia a teoria mimética de René Girard. Depois, cheguei a escrever sobre o fim da história de Fukuyama, já sob essa perspectiva. Aqui, um link de um texto de Girard explicando a teoria. Eu não sou exatamente girardiano, na verdade, não me aprofundei na teoria dele, mas vale a pena a leitura.

A Diferença entre Reformadores e Revolucionários.

Já que eu comecei, vamolá.
Eu comentei o seguinte neste post d'A Espectadora:
[A outra lição é uma obviedade dita pelo Olavo. Numa aula há anos, ele disse assim: "Se você fizer uma revolução, você vai imediatamente voltar à idade da pedra! Você sabe o que é uma revolução? É retornar ao mesmo lugar. Olha o caso da Rússia. Os caras quiseram fazer uma revolução para avançar a sociedade e... retornaram ao canibalismo!"]
Concordo plenamente com o Olavo. Já havia pensado sobre o assunto ( sem a propriedade e a profundidade do prof. Olavo, claro) e chegado à seguinte conclusão metafórica ( que eu nem sei se alguém chegou antes, mas, lá vai): os reformistas, para melhorar a sua casa (chame-o Sociedade, Estado, Nação, tanto faz agora), reformam-na, martelando o que o tempo corrompeu, deteriorou, mas sem quebrar as colunas da casa nem destruir tetos e paredes, pois a ideia é guiar-se pela "planta" original.
Já os revolucionários demolem a casa ( com quem estiver dentro, se precisar), põe tudo abaixo ( a parte boa e a ruim), afim de erguer seu palacete imaginado. Claro que os moraradores tem que esperar a obra de engenharia (social) ser finalizada ao relento. Então, se vai da casa ruim à rua.
Profundo, não?? :.}*

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Bom, só pra concluir: como a "casa nova" dos revolucionários é sempre mal construída, seja pela pressa com que é feita, por causa da pressão dos desalojados, seja pela falhas de projeto, por erros de planejamento ou mesmo pela fragilidade dos fundamentos da casa, uma hora a casa cai. Não me lembro de nenhum estado estabelecido por revolução que tenha durado dois séculos da forma como foi concebido: não aguenta, cai. É o que me dá esperança com relação a Cuba e Coréia do Norte.
(15/01/2010)
Glória a Deus nas alturas,
Paz na terra, 
Boa vontade para com os homens. 

Lucas 2:14.

O Cristianismo e/ou os modernismos.

Às vezes é difícil convencer um “cristão velho” e “entendido” da incompatibilidade do cristianismo com o comunismo ou o anarquismo ou o evolucionismo ou outros tantos ismos modernosos.
Engraçado que isso dificilmente se dá com os não cristãos: os comunistas estão convencidos de que “a religião é o ópio do povo”; um anarquista jamais aceitaria o Reino de Deus; um evolucionista sabe que não faz sentido falar de uma evolução segundo desígnios divinos.
E o que dizer dos novos convertidos? Quem opta pelo cristianismo não só abandona o anarquismo, o evolucionismo e todos outros ismos, como geralmente se torna um combatente dessas ideologias, conhecedor de suas falácias e com um sentimento de “fui enganado por todo esse tempo…”
Esse é o tipo de coisa que faz eu acreditar que a gente tem que se converter todos os dias…



(05/01/2009)

Poética do Encafifamento.

Certas coisas me deixam encafifado.


Prêmios literários bancados pelo Estado são como roubos o bolso do contribuinte para dar a meias dúzia de privilegiados. Isso não é pensamento liberal, eu nem sou liberal hard-core, é senso comum. E é correto.


Bom, quando consegui o 2º lugar no II Festival de Música e Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo, em 2006, na categoria poesia organizado pelos alunos desta, fiquei feliz, pois meus poemas seriam publicados em uma antologia. Conhecia a antologia do I Festival, pela DIX Editora, gostava do resultado, tanto editorial quanto literário, me espanta até hoje como algo daquele nível pode ter saído do nosso meio, alunos de Letras da FLCH-USP. Não havia (ainda não há) produção literária dentro da Letras, e isso é (deveria ser) estranho.  Com excessão da Revista Áporo, que não passou do terceiro número.  
Quando o livro saiu, quase 2 anos depois, entretanto, eu fiquei fulo, mesmo. Não era uma ação dos alunos: a antologia saiu com apoio (dinheiro) da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura e pela Humanitas, editora dos professores da FFLCH. 


Jamais bancaria uma obra minha com dinheiro público. Ter ocorrido contra a minha vontade me acalmou um pouco, mas só um pouco. Cheguei a participar do Nascente, concurso artístico organizado pela própria USP, mas só porque a premiação não era em dinheiro e, quando fui desclassificado na primeira fase, fiquei aliviado, mesmo. Esses fatos me incomodam até hoje, mesmo. Penso no dia em que um desconhecido qualquer vai jogar a obscura antologia na minha cara e gritar: mas você não é liberal, seu hipócrita???


Bom, o tempo passa eis é lançado O Livro de Scardanelli, de Érico Nogueira.um livraço, recomendo, nenhum senão, senão uma informação na contracapa: a de que o livro tinha vencido o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura de 2008, categoria poesia. R$ 25.000,00 para o vencedor desta categoria, R$ 212.000,00 em prêmios no total. Fiquei encafifado, mesmo. Porque, quem lê seu blog sabe, Érico é liberal, com vários textos contra a estatização da cultura.


Bom, o tempo passou, e surge O Cânone Acidental, de Mário Catalão. Não li, apenas alguns poemas publicados na blog de Érico e no site da Dicta&Contradicta, revista notadamente liberal-conservadora. Érico e Dicta incensaram muito o livro de Catalão, os poemas que li dele são bons, tinha em mentes comprá-lo logo.


Eis surge o post do blog do Érico: Catalão ganha o Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia, parceria Funarte/ Instituto Camões. E Érico comemora isso. E, quando clicamos no link, ficamos sabendo que Catalão já havia sido contemplado com a Bolsa Funarte de Criação Literária. E aí eu já não entendo mais nada. Encafifação total. Mesmo.


Meus versinhos são lixo perto dos escritos de Érico e Catalão, isso é óbvio, eu sei. Também sei que não ganharia nenhum dos prêmios que os dois ganharam. No caso de Érico, nem foi muita grana. Mas não posso deixar de me encafifar com a incoerência.  Mesmo. 


Há uma contradição flagrante em cena, e isto não incomoda nem um pouco Érico - e isso, mais que as próprias premiações, que me incomoda.


Certas coisas me deixam encafifado. Isso é uma delas.

A Morte Não Tem Nada a Ver Com a Vida

A morte não tem nada a ver com a vida
E a vida não tem nada a ver com a morte


A vida não tem fim - é interrompida
A morte é a tal fratura, é este  corte


Não partimos - a vida é que é partida

2 vídeos dominicais.

Vídeo 1: Chaves ( Chespirito) contra o aborto.





Vídeo 2: Os Marxistas, de Roman Atkinson  (Muito Didático).





Via Lux Lucet in Tenebris.

Dez teses contra Babel - LUIZ FELIPE PONDÉ

Não concordo com tudo, mas vale a pena ser lido.
Dez teses contra Babel
LUIZ FELIPE PONDÉ
A atitude conservadora, que não é defesa irracional do passado, significa o cuidado com nossa história cognitiva, emocional e intelectual
1. REACIONÁRIO é um termo comum em assembléias e bares. Visa tornar a vítima inelegível para jantares inteligentes, aniquilando a sua vida acadêmica. Pensamento, sensibilidade e ceticismo são termos mais afeitos à crítica que supera os vícios da medrosa utopia moderna. Paralisado diante do que desconhece, o medo moderno prefere reduzir essa atitude a seus fantasmas infantis: fogueiras da inquisição, fé cega e obscurantismo medieval.
Erra, como todo preconceituoso, pois a discussão se dá estritamente no campo da razão e da defesa do comércio livre de idéias. A atitude conservadora -que não é uma defesa irracional do passado- significa o cuidado com nossa história cognitiva, emocional e intelectual contra a tendência totalitária do irracionalismo moderno, que detesta a realidade e decide modificá-la à luz da teoria que melhor apetece às suas pequenas manias inconfessáveis.
2. Esse irracionalismo fracassado delira com um mundo a partir de teorias de gabinete e suas reconstituições abstratas da realidade. O homem utilitarista de mercado, a metafísica marxista, o radical progressista, a asfixia burocrática, o gozo instrumental, a álgebra psicopolítica, todos estrangulam a experiência humana.
3. O pensamento religioso é mais sábio do que os ídolos dos últimos 200 anos que criaram fórmulas de perfectibilidade para nossa risível Babel. Filosofia, ciência e religião devem fundamentar a formação dos mais jovens. A relação entre razão e infelicidade é empírica, a relação entre razão e felicidade é ideal. Contrariamente ao pensamento mágico que se crê científico, reconhecer a sabedoria da religião nada tem a ver com a contradição moderna entre razão e fé, pois tal oposição já é fruto de má filosofia.
4. A natureza humana não é passível de redução a abstrações e deve ser olhada com respeito e temor: somos agressivos, banalmente interesseiros, às vezes santos. A “educação” -engenharias pedagógicas de última geração- nunca conseguirá “inventar” o homem ético abstrato. Contra o sonho da publicidade psicossocial, razão e emoção não fundam valor. Nem se deduz avanço a partir dos clichês da crítica social. Crítica e virtude não são necessariamente irmãs gêmeas.
Formação é um conceito mais sofisticado do que os manuais de felicidade social podem ensinar. A conduta humana é em muito fruto de processos que transcendem a especulação racional e deitam raízes no passado ancestral. Prudência, delicadeza e tremor devem nos guiar na formação.
5. O “puritano” moderno ama o homem abstrato e detesta a multiplicidade intratável que sangra. Facilmente ele se torna um pregador sem a contrapartida da piedade, que apenas aqueles que se sabem maus podem, talvez, contemplar.
6. Para além do mapa astral e do acúmulo do capital, um problema estrutural do humano é o orgulho desmedido e reativo contra sua evidente condição de sombra, silenciosamente contemplada no espelho e nos hospitais ao longo da banalidade das horas. Responsabilizar prioritariamente o contexto pela desgraça humana é uma mentira científica e tagarela.
7. Todo governo é opressor. O que impede que sua forma invisível esmague o indivíduo são as instâncias intermediárias de poder entre ele e o Estado, que jamais deve ser um agente moralizador. O pior Estado é aquele que cria valores. A importância da Idade Média, entre outras coisas, está na falta de uniformidade das instâncias de poder, mas o irracionalismo moderno só conhece a Idade Média dos iluministas e do cinema. A democracia corre o risco de se alimentar de mediocridade em nome da igualdade e da eficácia.
8. Mudanças pontuais e prudentes contra a agonia humana são bem-vindas, mas não a partir de teorias sociais ou psicológicas gerais. Nossa perigosa espécie acumulou ao longo dos milênios um delicado equilíbrio contra o risco contínuo de autodestruição. Não podemos crer nas engenharias psicossociais de almas afoitas em fundar um paraíso para seres com tão grande vocação para a mentira como nós.
9. Um traço cognitivo moderno é seu hábito metafísico inconsciente. Por exemplo, não existe tal coisa denominada “A liberdade”, mas apenas lugares onde o governo, a mídia e as outras pessoas não podem entrar quando são indesejáveis.
10. Mais do que idéias, e contra o narcisismo dos vivos, o que nos humaniza é o convívio com os mortos e com os que ainda não nasceram.

LUIZ FELIPE PONDÉ, 47, filósofo e teólogo, é professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e da da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado). É autor, entre outras obras, de “O Homem Insuficiente”.
Publicado na Folha de São Paulo de 20/03/2007.

e.e. cummings - love is a place...

love is a place
& through this place of
love move
(with brightness of peace)
all places

yes is a world
& in this world of
yes live
(skilfully curled)
all worlds

Gospel, Cultura Nacional???

Nota 1: já falei, em um post anterior, sobre o que é de César e o que é de Deus; não é porque isso favorece meus irmanados que eu vou me contrariar.
Nota 2: a imiscuidade entre Estado e Igreja sempre trouxe mais prejuízo para a Igreja do que para o Estado, só os cristão não percebem isso.
Nota 3: Música Gospel não é manifestação cultural do povo brasileiro; é –  ao menos deveria ser – manifestação cultural do povo cristão – protestante ou evangélico, você escolhe o termo que lhe agrade – do povo de Deus. A cultura brasileira e a cosmovisão evangélica (especificamente) e cristã (mais amplamente falando) são confrontantes e opostas na maioria dos pontos. O Cristianismo é uma afronta ao brazilian way of life.
Nota 4: Música Gospel ( palavra inglesa, que significa, evangelho, será que algum burocrata notou???) é aquilo que os negros americanos cantam. O que se faz aqui é música evangélica – quando é…

Nota sobre Deus e o Estado.

Deus diz para nos preocuparmos com os pobres, mas nós dizemos que isso é função do Estado; Deus diz para cuidarmos dos órfãos, mas nós dizemos que isso é função do Estado; Deus diz para cuidarmos das viúvas , mas nós dizemos que isso é função do Estado; Deus diz para cuidarmos dos idosos, mas nós dizemos que isso é função do Estado; Deus diz para cuidarmos com nossos filhos, da nossa família, mas nós dizemos que isso é função do Estado; Deus diz para protegermos os mais fracos, mas nós dizemos que isso é função do Estado…   Não é mais preciso fazer caridade: é só pagar os impostos. Afinal, o presidente é um homem mais amoroso que qualquer sacerdote… É o que dizemos.

A ideologia estadista está matando o amor ao próximo.

Dica: Arte e a Bíblia.

Rembrandt Harmensz. van Rijn: The rich fool
O Rico Tolo, de Rembrandt
Um excelente site, com quadros de vários pintores, de várias épocas, inspirados na Bíblia e na tradição cristã.
Caravaggio: David with the Head of Goliath (1606/07)
David com a cabeça de Golias, de Caravaggio.
http://www.artbible.info/


Vale a pena.
Pieter Lastman: Balaam and the Ass
Balaão e o Asno, de Pieter Lastman

De I Timóteo 2:4

Creio que o raciocícnio a se se seguir quanta à 1TM 2:4 é este:


1Tm 2:4  o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.


1)Deus deseja que todos se salvem,
2)Ora, nem todos se salvam, 
Logo:


Ou 3a)Deus não pode salvar,
Ou 3b)Deus não quer salvar todos,
Ou 3c)A Salvação não depende só de Deus.


A afirmação 3a é falsa, pois Deus é Todo-Poderoso.
A afirmação 3b é falsa, pois contradiz a 1.
Se 3a e 3b são falsas, logo, 3c é verdadeira.


Temos, então, duas afirmações verdadeiras:


1) Deus é Soberano ( isto é dado)
2) A Salvação não depende só de Deus. ( o que concluimos acima.)


Nisto, vocês, calvinistas, vêem contradição. Nós, não calvinistas, não. Vejamos:


1) Deus é Soberano,
2) Ora, A Salvação não depende só de Deus,
logo:
3) Deus não quer salvar os homens com base apenas em sua Soberania.


Temos, então, que Deus não QUER ( e não que Ele não pode, pois Ele tudo pode) salvar apenas por um ato de Sua Soberania.


Sabemos, entretanto, que nenhuma obra humana é capaz de salvá-lo. Nenhum cristão sério questiona isto.


O que salva, então o homem?


Nós o sabemos, pela Bíblia, que:




Efs 2:8  Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; 


Ora, o quenos salva é a graça de Deus e ela é alcançada pela fé:


Rom 5:1  Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo,
Rom 5:2  por quem obtivemos também nosso acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus.




Ora, o homem de ve ter fé e crer para ser salvo, ou  dito de outra forma, a parte do home é crer, como está escrito:


Mar 16:16  Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.


Ora, temos, então, que a salvação depende de o homem ter fé.


Ora, a fé é um dom do próprio Deus, isto é certo e inquestionável.


Mas, como Deus dá fé aos homens? Está escrito:




Rom 10:17  Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo. 


Logo, todo que não ouvir a palavra de Cristo não terá fé e não se salvará. ( Mas nós darremos conta do sangue de muitos. Misericórdia, Senhor.)


Então, todo que ouvir a Palavra de Deus se salvará?


A Parábola do Semeador, palvras do Senhor Jesus, diz que não:


Mat 13:3  E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear. 
Mat 13:4  e quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram. 
Mat 13:5  E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; 
Mat 13:6  mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se. 
Mat 13:7  E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram. 
Mat 13:8  Mas outra caiu em boa terra, e dava fruto, um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um. 
Mat 13:9  Quem tem ouvidos, ouça. 


Mat 13:18  Ouvi, pois, vós a parábola do semeador. 
Mat 13:19  A todo o que ouve a palavra do reino e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que lhe foi semeado no coração; este é o que foi semeado à beira do caminho. 
Mat 13:20  E o que foi semeado nos lugares pedregosos, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria; 
Mat 13:21  mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e sobrevindo a angústia e a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza. 
Mat 13:22  E o que foi semeado entre os espinhos, este é o que ouve a palavra; mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera. 
Mat 13:23  Mas o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve a palavra, e a entende; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta. 




Logo, o que recusar a palavra, o que a trata levianamente, sem se apegar profundamente a esta, e os que sederam ao mundo não serão salvos.


Ora, todas estas são ações humanas. Logo, o homem pode recusar a salvação.


Ora, se o homem pode recusar a salvação, logo, pode aceitar a salvação, ainda que isso seja apenas deixar passivamente Deus agir em sua vida.



Resposta a este post.

Do Peregrino

Do Peregrino

Pr’a Ítaca não volto, não regresso,
Nem mesmo penso um dia olhar pr’a trás;
Também não vou a Roma, e tanto faz
Que todos vão pra lá, eu me despeço

E faço os meus caminhos o avesso;
Não busco atracar em nenhum cais,
Não lanço-me no mar atrás de mais
Que já não tenho mais por nada apreço;

Eu sigo como segue um peregrino,
Sabendo que esse mundo não é meu
Lugar; como uma ave sob ao céu
Eu vou, que aqui não é o meu destino.