A Diferença entre Reformadores e Revolucionários.

Já que eu comecei, vamolá.
Eu comentei o seguinte neste post d'A Espectadora:
[A outra lição é uma obviedade dita pelo Olavo. Numa aula há anos, ele disse assim: "Se você fizer uma revolução, você vai imediatamente voltar à idade da pedra! Você sabe o que é uma revolução? É retornar ao mesmo lugar. Olha o caso da Rússia. Os caras quiseram fazer uma revolução para avançar a sociedade e... retornaram ao canibalismo!"]
Concordo plenamente com o Olavo. Já havia pensado sobre o assunto ( sem a propriedade e a profundidade do prof. Olavo, claro) e chegado à seguinte conclusão metafórica ( que eu nem sei se alguém chegou antes, mas, lá vai): os reformistas, para melhorar a sua casa (chame-o Sociedade, Estado, Nação, tanto faz agora), reformam-na, martelando o que o tempo corrompeu, deteriorou, mas sem quebrar as colunas da casa nem destruir tetos e paredes, pois a ideia é guiar-se pela "planta" original.
Já os revolucionários demolem a casa ( com quem estiver dentro, se precisar), põe tudo abaixo ( a parte boa e a ruim), afim de erguer seu palacete imaginado. Claro que os moraradores tem que esperar a obra de engenharia (social) ser finalizada ao relento. Então, se vai da casa ruim à rua.
Profundo, não?? :.}*

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Bom, só pra concluir: como a "casa nova" dos revolucionários é sempre mal construída, seja pela pressa com que é feita, por causa da pressão dos desalojados, seja pela falhas de projeto, por erros de planejamento ou mesmo pela fragilidade dos fundamentos da casa, uma hora a casa cai. Não me lembro de nenhum estado estabelecido por revolução que tenha durado dois séculos da forma como foi concebido: não aguenta, cai. É o que me dá esperança com relação a Cuba e Coréia do Norte.
(15/01/2010)

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