Argumento Liberal CONTRA a Legalização das Drogas.

Imagine um estabelecimento que cobrasse ingresso para a entrada, uma casa de shows, por exemplo: você paga a entrada, entra, vê o show, se diverte, e na hora de ir embora - você é impedido de sair. Isso é um absurdo, você diria, isso é violação do direito de ir e vir, sequestro mesmo.
Tá. Agora, imagine que, na porta do estabelecimento, estivesse escrito, em letras garrafais: AVISO, QUEM ENTRA NÃO SAI MAIS, ou PROIBIDA A SAÍDA ou CAMINHO SEM VOLTA ou algo que os valham. Então, você entra na intenção de não sair mais, de passar o resto da vida curtindo os shows daquela casa e tal. 
Bom, um dia, ou porque você enjoou do lugar, ou porque o desregramento daquela vida está fazendo mal à sua saúde, ou porque está acabando com ou seu dinheiro, ou porque sente falta da sua família, ou por qualquer outro motivo, você resolva sair do estabelecimento. Entretanto, você não pode sair - e você sabia disso quando entrou. 
É óbvio que isso também é um absurdo, é óbvio que seu direito de ir e vir estará sendo violado e que, a a partir do momento em que você decida sair do local e isso lhe seja impedido, você estará sequestrado. 
É óbvio que o funcionamento de tal tipo de estabelecimento deve ser proibido.
Pois bem, penso que com as drogas se dá algo análogo: não importa se você sabe que tal substância - não me interessa aqui focar em nenhuma específica, embora eu saiba diferenciá-las - vicia ou não, pois a questão não está na conhecimento do sujeito, mas na ação da droga sobre ele. Se ela afeta a capacidade de escolhas livres do indivíduo - e narcóticos não afetam apenas a capacidade de escolher entre parar de drogar-se ou não, nós sabemos - ela atenta contra a liberdade dele (pois, se alguém quer parar de utilizar determinada substância e não pode [e com não pode eu não quero dizer NÃO CONSEGUE por falta de esforço ou persistência mas, NÃO PODE porque isso lhe está quimicamente determinado, impedido]) e deve ser condenada e proibida. Ou sequestros consentidos devem ser legalizados.
P.S.: O argumento ainda não está perfeitamente elaborado, mas o essencial está aí.

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