O Mal, porquê não???

Mar 7:21-22  Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios,  a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez;






Fanatismo religioso, bullying, pulsões sexuais reprimidas, distúrbio mental...
Sempre que massacres como o de Realengo acontecem, mil e uma explicações temerárias aparecem. Entretanto, uma é invariavelmente esquecida: o Mal.
Por quê? Talvez porquê o Mal seja desconcertantemente inxplicável - sim, crer que alguém comete uma atrocidade daquelas sem motivos maiores, por pura maldade, não faz nenhum sentido para nós, deixa-nos sem uma explicação razoável para nossa razão, simplesmente não responde.
Entretanto, penso que existe uma outra razão, não sei se consciente ou inconsciente, para essa repulsa ao Mal como explicação para tais atos: toda pessoa em sã consciência sabe que, lá no fundo, mesmo que seja caridosa, religiosa, boa cidadã, ela é má, ela tem o Mal dentro de si e, no final das contas, ela não é tão diferente assim daquele "monstro".
Penso, porém, que tomar consciência da nossa natureza má, caída, saber que somos capazes, sim, de maldades, atrocidades, de que, na verdade, nossos atos diferenciam-se dos deles mais em termos de grau do que de natureza, porque o Mal nos é natural, em uma palavra, humildade (perante Deus, perante nós mesmos e perante nossos semelhantes) é o melhor antídoto para evitar esses tipos de barbaridades.

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