Cabeças Feitas: Filosofia Prática para Cristãos, de Luiz Sayão - recomendadíssimo.

CLIQUE NA CAPA PARA COMPARAR PREÇO DO LIVRO  NO BUSCAPÉ.
Uma de minhas últimas leituras do ano, uma brevíssima (e barata) introdução à filosofia do ponto de vista cristão. Dá um panorama esquemático nas escolas filosóficas e - seu principal atributo - situa os cristãos frente aos desafios intelectuais de nossa época: relativismo, consumismo, cinismo, falta de ética... enfim, um chamada à "mordomia da mente".

Necessidades.


NECESSIDADES

É preciso saber ouvir um não
E dizer sim a quem um não nos deu
É preciso manter os pés no chão
E a cabeça, é preciso, lá no céu

É preciso nascer mais uma vez
E é preciso, pr’a isso, sim, morrer
É preciso manter o que se fez
E é preciso mais, muito mais, fazer

É preciso estar sempre um passo à frente
E é preciso saber olhar pr’a trás
É preciso saber ganhar presentes
E é preciso saber dar, inda mais

É preciso manter as esperanças
E saber que isto tudo está perdido
É preciso agir como as crianças
E pensar como um velho encanecido

É preciso ter fé pr’a se ter fé
E é preciso mais fé pr’a se não ter
É preciso, pr’a ser o que se é
Coragem, e bem mais pr’a se não ter

É preciso salvar a própria alma
E é preciso perdê-la pr’a salvar
É preciso saber manter a calma
E é preciso saber quando gritar

É preciso pensar  na eternidade
E é preciso pensar na própria morte
É preciso empenhar-se de verdade
E é preciso contar com alguma sorte

É preciso que o sangue esteja quente
E a cabeça, é preciso, esteja fria.
É preciso chorar copiosamente
E é preciso que, alegre, a gente ria.

De Fetos e Cãezinhos.


É engraçado que muitos que defendem o aborto justifiquem que, até determinado ponto de desenvolvimento, o feto não constitui um ser humano. Com isso, parecem querer dizer que podem dispor dela como podem dispor de vidas não humanas.
Pois bem, o engraçado é que, na moralidade judaico-cristã ocidental, aquela que, para descontentamento dos liberals de plantão, ainda rege a sociedade brasileira, não podemos dispor da vida animal  a nosso bel-prazer.
O simples fato de que você não pode matar seu cãozinho por ter enjoado dele prova isso. Mesmo antes das leis de proteção aos animais influenciadas pela ideologia ecolátra, matar um animal sem uma justificativa razoável era moralmente condenável.
O princípio moral que rege a ética nesse assunto parece ser: a vida humana é mais valorosa que a vida animal. A causa desse princípio é a doutrina do homem como Imago Dei; a consequência, a licitude de matar um animal em favor de uma vida humana.
O caso mais evidente desse princípio é o onivorismo: exceto alguns vegas, que são tidos como excêntricos, sendo porcentagem mínima na população ocidental, é plenamente normal comer carne animal no Ocidente, recomendável, até. No fim das contas, é a cadeia alimentar. Creio também que poucos sustentariam que um animal não deveria ser morto para proteger um ser humano: um cão, touro ou qualquer outro animal que atacasse um humano e fosse morto não causaria muita polêmica. Uso terapêutico, para o vestuário, entre outros, seguem o mesmo princípio: a vida do animal só será legitimamente ceifada se disso decorrer a proteção humana.
Mesmo o uso animal para vestuário seguia primitivamente esse princípio, afinal, roupas não só luxo, são proteção do frio, calor, etc...
Deve o feto humano gozar de mesma proteção? Para os modernosos, não. O seu problema não é que ele é como um animal qualquer, mas que ele é um tipo de animal bem específico: um ser humano. Afinal, o que se faz com fetos não se faz com um filhote de nenhum bicho. Mesmo fazer um bicho abortar ou quebrar ovos de um pássaro qualquer tornou-se mais abominável que que qualquer aborto humano.

Deus e o Estado - Breve Reflexão sobre 1 Samuel 8:11-17.


Não sou anarquista, creio que toda autoridade vem de Deus e que o Estado (ou algo análogo que o valha) tem funções dadas por Deus e esferas de atuação e, por isso, é legítimo - embora, em grande parte, aja ilegitimamente; entretanto, não se pode negar que o Estado - que é apenas um  tipo de autoridade constituída, mas não é a única, nem a melhor, nem nada - tem seus males intrínsecos. A meu ver, esse texto diz bem isso. Ele diz muitas outras coisas, inclusive sobre abrir mão do autogoverno para alienar-se e etc. Mas não quero falar de nada disso aqui.
O primeiro problema do Estado é a coerção. O Estado não convida, convoca; não pede, toma. Mesmo em regimes representativos, como o nosso, a vontade do Governo-Estado interfere em nossas vidas contra a nossa vontade. Sustentamos órgãos que não queremos, votamos sem querer, vamos para guerras que não apoiamos.
Outro problema é que ele tem poder sobre nossos filhos. Com filhos, quer-se dizer com as pessoas mais novas, fortes e capazes, físicas e intelectualmente.  O Estado coopta os de maior potencial para o interesses próprios dos governantes, que podem ser uma guerra, podem ser padaria e perfumaria. Retira-se do "mercado" os melhores para funções burocráticas, muitas vezes, inúteis. Quando não, para simples proveito do governante. É claro que, isso compromete a economia de um país.
O confisco de terras e produções para o interesse do governo e sua burocracia, que não produz nada, parece ser um problema que dispensa explicação. Políticos vivem muito bem às nossas custas e revertem muito pouco para nós, a população.
Repito: não sou anarquista. Creio que o Estado é dispensável (ele o foi em Israel, não existiu até Saul), mas não tenho por causa destruí-lo. Mas querer aumentar seu poder sem refletir nos problemas que isso traz inexoravelmente é uma burrice da qual o próprio Deus nos alerta.

O Anti-Liberalismo Constituinte Brasileiro. (repost, c/ um P.S.)


Todo "direitista" brasileiro sente o quanto o anti-liberalismo está impregnado em todos os aspectos da vida brasileira. Os textos abaixos, tirados da imprensa da época (1986-1988) e encontrados no site do Senado Federal, mostram o quanto a Constituinte –  e, por conseqüência, a própria Constituição Federal– foi enviesada por este sentimento anti-liberal.
Post de 19/02/2010
P.S.: republiquei esse post depois de ler A Nova Era e A Revolução Cultural: Fritjof Capra e Antonio Gamsci, do Olavo de Carvalho, e o novo artigo de Lorena Miranda no Ad Hominem. Recomendadíssimo os dois. Pouca gente percebe que a coisa já é constituinte no Brasil, em sentido jurídico e filosófico.

Os Bonecos de São Paulo.


Muitos dos que reclamam da eleição de Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo dizem que ele é mais um dos bonecos de Lula, assim como Dilma. Pode ser, talvez seja.
Entretanto, esse negócio de boneco na prefeitura já é uma tradição na maior cidade do país. Em 1996, Paulo Maluf iniciou a coisa com Celso Pitta. Naquela época, petismo e malufismo estavam em lados opostos da luta política.
Mais recentemente, em 2008, Serra lançou seu desconhecido vice Kassab contra seu conhecido correligionário e atual governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e conseguiu elegê-lo. Não se pode falar que Kassab foi eleito pelos quase dois anos de mandato tapa-buraco do Serra,  pois todos nós paulistanos sabemos que, no início da campanha, ele ainda era um ilustre desconhecido, fato que Marta usou safadamente na campanha do segundo turno para desqualificá-lo. Foi Serra quem promoveu Kassab, dividindo o PSDB.
Que a principal cidade do país tenha lançado essa moda de bonecos políticos, o que quer dizer que ela mesmo não consegue produzir lideranças políticas genuínas e importantes, é sintomático dos nossos dias.

Então quem vota nulo não pode reclamar?



Quando digo que vou votar nulo ( a outra opção é votar em branco), a principal crítica que recebo é a de que eu não teria o direito de reclamar depois do candidato vencedor devido à minha "omissão" no processo eleitoral.
Em primeiro lugar, votar nulo ou em branco não é omitir-se, é deixar clara sua discordância quanto às opções oferecidas. Além disso, esse argumento opera uma inversão lógica: é como se o voto te desse direito à participação na democracia, e não o contrário. O me dá direito a reclamar de um estadista é a mesma coisa que me dá direito a voto, isto é, o fato de eu pagar impostos, possuir CPF, respeitar as leis, "ser um cidadão", enfim. O voto é só mais uma das  ações democráticas, e não a porta de entrada da democracia.
De resto, democracia e eleições não são sinônimo de democracia. Lembra de Hitler? Subiu pelo voto. Não seria melhor o voto nulo do que o voto nos nazistas? Pela lógica dos meus críticos, não...
Cidadãos têm direito a voto - mas o voto não torna ninguém cidadão.

Ilusões Políticas - 3 Notas.



1. Taxa de não-votos em São Paulo beira os 30%. Algo parecido no segundo turno minaria a credibilidade do próximo prefeito. Talvez o voto nulo seja uma boa estratégia para liberais, libertários, anarquistas e afins.
PS: já pensou aocntecer com o prefeito de São Paulo o que aconteceu com a próxima prefeita de Criciúma?   Imagina a credibilidade e aforça política de alguém com essa votação. Que tal, libers?
2. Excelente texto de Rushdoony sobre como superestimamos a política - e a igreja, preterindo Cristo. Se algum dia tiver tempo, eu o traduzirei.
3. Excelente - e curto - documentário sobre a crise financeira, abordada sob uma perspectiva da escola austríaca de economia. Em Vimeo, com imagens bem melhores que a do Youtube.

Versão Brasileira, mises.org.br .


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Oh! Great is Our God, por The Sing Team.


Finalmente uma banda que consegue unir pegada pop-rock com canto congregacional e letras bíblicas profundas de forma a unir mais novos e mais velhos num louvor reverente e gostoso. Pra mim, melhor que Hillsong... Banda ligada ao ministério Mars Hill, do Mark Driscoll. Clique na imagem pra ouvir o disco.

5 poemas curtos


Às vezes é preciso parar
Para se chegar a algum lugar
Não ir nem se deixar levar
Deixar que venha
Que o contrário é se perder
Pisar em falso

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o estilo é o homem é o estilo
quem tem, tem; quem não tem, não tem


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O Sol nasce para bons e maus
A Lua brilha para bons e maus
A chuva cai sobre bons e maus
A diferença
É que uns são bons
E outros, maus.

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O homem inventou a bicicleta.
                                                 O carro.
                                                              O avião.

O tombo de bicicleta.
                                   A batida de carro.
                                                                A queda de avião.

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pisco, piscas
somos a nós mesmos
peixes, iscas



Imago Dei, Antropologia Bíblica e Ética Cristã.


Considere-se a proposição:
(1) Todo ser humano é feito à imagem e semelhança de Deus.
Para os cristãos e judeus (em geral), essa é uma proposição verdadeira. Disso segue a moral judaico-cristã, que se resume no mandamento de fazer ao próximo aquilo que gostaríamos de fizessem conosco e na figura do bom samaritano. Que nem todos os cristãos sejam bons samaritanos é um problema desses cristãos, não do cristianismo. Ainda assim, creio que esse entendimento da natureza humana é o fundamento da superioridade da moral cristã.
Bom, para que se siga uma ética correta com base nessa proposição não basta considerar (1) verdadeira; é preciso conhecer o referente (o termo significado não cabe aqui, significados são objetos da linguística, não da lógica) verdadeiro do termo Deus para dele derivar uma imagem verdadeira, ou seja, é preciso conhecer o verdadeiro Deus para, com base nele, descobrir quais atributos Ele comunicou aos homens.
Poderia-se fazer o caminho contrário, partindo dos atributos dos homens para compará-los com os de Deus? Dificilmente isso dá certo, primeiro porque quem parte desse ponto normalmente deixa Deus de fora do seu trabalho intelectual; depois, apenas racionalmente não dá pra saber o que é Imago Dei e o que é fruto da queda; por último, ao partir da imagem do homem para a de Deus, distorce-se o conceito de Deus com base na natureza do homem caído. Enfim, erra-se geral.
Creio que uma ética fundamentalmente cristã calca-se numa antropologia fundamentalmente bíblica, abarcando os conceitos da Imago Dei e da Queda, sem os quais o ser humano não é corretamento compreendido.

Breve Antologia de Poesia Cristã Universal, organizada por Sammis Reachers, para download.


A Igreja não é uma instituição de mais de 2000 anos, mas um povo de mais de 2000 anos e que, como povo, possui uma cultura milenar riquíssima ( base do Ocidente, diga-se de passagem...) Uma cultura que se manifestou e se manifesta das mais variadas formas e nos mais variados lugares dessa Terra dentro desses mais de dois milênios.
A Breve Antologia de Poesia Cristã Universal, organizada por Sammis Reachers(que já havia antologizado Poesia Cristã em Língua Portuguesa)  e disponibilizada em seu blog para download gratuito, vem em boa hora nos lembrar disto: de Agostinho de Hipona e outros nomes da Igreja Primitiva que atuou no norte da África à poetas latinoamericanos do séc. XX, como Gabriela Mistral, passando pelos grandes clássicos europeus (Dante, Petrarca, Tasso, Milton, Goethe,...) a antologia é um belo panorama e uma ótima introdução à poesia cristã de todos os tempos. E-book do ano.

Soneto-Comentário ao Belo Noturno de Lorena Miranda.


1. Tu revelastes, Deus, ao pequenino
O oculto ao doutorado fariseu,
Concede-me uma mente de menino,
Humilde, pois a minha já cresceu.
2.Nós somos livres dentro do limite
Que a própria mão do próprio Deus traçou,
E o que existe além, pra que eu me irrite?
Além do que eu sou é o que eu não sou.
3. Lembro dos dois pregados com o Senhor:
Fez injustiça Deus a qual dos dois?
Qual deles mereceu o Seu Amor?
3. Se a arte de perder é a própria vida
- Esta, mas não a que virá depois -
Perdê-la então é tê-la garantida.
O poema de Lorena Miranda aqui. Leiam-no, afinal, esse poema é comentário do dela.

Por um Estudo do Preço da Estupidez.

Não sou economista, mas às vezes penso em como se poderia estudar os efeitos da estupidez humana na economia.
Poderia-se estudar, por exemplo:


  • Como as redes de hamburguerias fast-food afetam o preço mundial da carne;
  • Como a demanda por próteses de silicone para cirurgia plástica estética afetam a oferta e o preço de próteses  para cirurgia reparadora;  
  • Como o desperdício de água e comida afeta o preço destes;
  • Como o adultério e a pornografia afetam o orçamento familiar;
  • Como a demenda por matéria-prima de bebidas alcoólicas (cana, uva, etc.) afeta o preço destas;
  • Como a produção de carros de luxo afeta o preço de carros populares;
  • Como trocar de celular frequentemente afeta o preço desse tipo de produto;
  • Como produtos piratas encarecem os originais;
  • Como a produção de drogas sintéticas encarece a produção de medicamentos.
Quem se habilita?

*post gêmeo deste aqui.

Calvino, Chesterton e as Fábricas Pós-Modernas de Ídolos.

Calvino disse que o coração do homem é uma fábrica de ídolos. O que o reformador do séc. XVI escreveu vale para os dias de hoje, já que baseia-se em ensinos bíblicos, eternos.
Três textos de três autores de três áreas e linhas de pensamentos totalmente diferentes deixam bem clara a manifestação da idolatria em nossos dias. O teólogo reformado Maurício Zágari, autor do excelente livro "A Verdadeira Vitória do Cristão", escreve em seu blog sobre a Religião Internet; Joel Pinheiro, filósofo católico e editor da Dicta&Contradicta, sobre a Religião Futebol; Denis Rosenfield, filósofo liberal da UFRGS, sobre a Religião Ambientalista.
Alguém já disse - talvez Rushdoony, não sei - que tudo é religião. Talvez não em sua origem, mas, dada a constituição religiosa do ser humano, criado para viver coram Deo, e sua condição decaída, tudo - política, futebol, rock, sexo, filosofia, prazer, liberdade, mesmo a crença na inexistência de Deus, etc. - tudo se torna objeto de culto idólatra. Como dizia Chesterton, quando o homem não acredita em Deus ele não passa a não acreditar em nada, mas a acreditar em qualquer coisa.

On God and The State or On Love.


God says to care for the poor, but we say it is a task of the state, God says to care for orphans, but we say it is a task of the state, God says to take care of widows, but we say it is a task of the State, God says to take care of the elderly, but we say it is a task of the state, God says to care for our children, our family, but we say it is a task of the state, God says to protect the weak, but we say it is a task of the state ...
No more charity is needed: just pay the taxes. After all, the president is a man more loving than any priest ... is what we say.
The statist ideology is killing the love of neighbor.

The Basic Feature of Creationism in the Christian Cosmovision.



NOTE : this is a bad traduction of a portuguese text, http://oburricodebalaao.blogspot.com.br/2012/06/basilaridade-do-criacionismo-para.html. Sorry for language errors.
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In the beginning God created the heaven and the earth.Genesis 1:1

Someone said (perhaps AW Tozer) if he believed in Genesis 1:1, in the Bible would be no more problem for him. In fact, he believed in, but many who call themselves Christians today have difficulty to believe in the biblical account of creation and do not realize the problems this can create in the understanding of the rest of the Christian doctrine, since the Bible itself justifies  the sovereignty of God's creation, basic belief of Christianity, in the creative act:

 The earth is the LORD'S, and the fulness thereof; the world, and they that dwell therein. For he hath founded it upon the seas, and established it upon the floods.  Psalms 24:1-2

Still, many see as a possible harmony between Christianity and other forms of origin of the universe than  Genesis 1, 1, in particular, Evolutionism. What are the implications?

Begin based on the finding that the Christian believes that God exists and that the universe exists. Thus, thinking about their origin, can be thought:


1.The universe originated before God.
2.The universe gave rise both to God.
3.The universe originated subsequently to God.

If one is true, God came into the conditions of the universe, instead of being sovereign over this, the universe affects Him. God is just a fact of the universe among others. This God is not the Christian God.
If 2 is true, God and the universe are subject to the same conditions as its source and submit to them. Universe and God are identified at source. This God could not sovereignly govern this universe, because its conditions and laws governing it would be prior to the act of appropriation of this universe by God and therefore God's rule over the universe would be conditioned to their pre-established laws. This is not the Christian God.
If 3 is true, we might think:
3a. The universe originated independently of God.
3b. The universe originated in dependence on God.

If the third is true, God must, as in 2, subject to conditions previously given by the ruling principle universe for it. This is not the Christian God.
If 3b is true, we might think:
3a '. The universe arose spontaneously under supervision and permission of God.
3a''. The universe originated by an act of the will of God.
If 3a' is true, then we can not say that the universe exists by his will and therefore is not governed by laws that are submitted to his will for him. It can be argued that the sun does not put unless God permits, but can not be said that the sun sets because God wants, since the physical laws that determine the sunset were not created by Him. God intervenes in the universe but does not determine its laws and therefore is not sovereign legislature over it, God makes the universe to stop, but it does not work. This is not the Christian God.
If the 3a'' is true, and if only, is that God is sovereign over creation, and therefore the Christian God is true. This means if someone sais to be Christian and affirms anything other than 3a'', he is in contradiction. Christianity does not accord with any other theory of origin of the universe that is not biblical creationism, under penalty of becoming a belief incoherent and lame.

PS. : this is a bad traduction of a portuguese text. Sorry for language errors.

O Caráter Básico do Criacionismo para a Cosmovisão Cristã.

¶ No princípio, criou Deus os céus e a terra. Gênesis 1:1
Alguém disse (talvez A.W. Tozer) que se cresse em Gênesis 1:1 nada mais na Bíblia seria problema para ele. De fato, ele cria, mas muitos que se dizem cristãos hoje tem dificuldades em crem no relato bíblico da criação e não percebem os problemas que isso pode criar quanto à compreensão de todo o resto da doutrina cristã, visto que a própria Bíblia calca a soberania de Deus sobre a criação, crença básica do cristianismo, no ato criador:


¶ Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Porque ele a fundou sobre os mares e a firmou sobre os rios. Salmos 24:1-2
 Ainda assim, muitos veem como possível a harmonia entre cristianismo e outras formas de origem do universo que não a de Gênesis 1;1, notadamente, o Evolucionismo. Mais quais seriam as implicações disso?

Comecemos partindo da constatação que que o cristão crê que Deus existe e que o universo existe. Sendo assim, pensando sobre a origem deles, pode-se pensar que:


  1. O universo originou-se anteriormente a Deus.
  2. O universo originou-se simultaneamente a Deus.
  3. O universo originou-se posteriormente a Deus.
Se 1 é verdadeiro, Deus surgiu dentro das condições do universo e, ao invés de ser soberano sobre este, é o universo quem o condiciona. Deus é só um fato do universo dentre outros. Esse Deus não é o Deus cristão.
Se 2 é verdadeiro, Deus e universo estão submetidos às mesmas condições quando da sua origem e se submete a elas. Universo e Deus identificam-se na origem. Esse Deus não poderia reger esse universo soberanamente,  pois suas condições e as leis que o regem seriam anteriores ao ato de apropriação desse universo por Deus e portanto, o governo de Deus sobre o universo estaria condicionado às suas leis preestabelecidas. Esse não é o Deus cristão.
Se 3 é verdadeiro, pode-se pensar que:
  • 3a. O universo originou-se independentemente de Deus.
  • 3b. O universo originou-se na dependência de Deus.

Se 3a é verdadeiro, Deus tem que, assim como em 2, submeter-se a condições previamente dadas pelo universo para regê-lo. Esse não é o Deus cristão.
Se 3b é verdadeiro, pode-se pensar que:
  • 3a'. O universo originou-se sob espontaneamente sob supervisão e permissão de Deus.
  • 3a''. O universo originou-se por um ato da vontade de Deus.
Se 3a' é verdadeiro, então não se pode afirmar que o universo existe por sua vontade e portanto, não é regido por leis que se submetem a sua vontade para ele. Pode-se afirmar que o Sol não se porá se Deus não permitir, mas não se pode afirmar que o Sol se põe porque Deus quer, uma vez as leis físicas que determinam o por do Sol não foram criadas por Ele. Deus intervem no universo, mas não determina suas leis e, portanto, não é legislador soberanos sobre ele; Deus faz o universo parar, mas não o faz funcionar. Este não é o Deus cristão.
Somente se 3a'' é verdadeiro é que Deus é soberano sobre a criação e, portanto, o Deus cristão é verdadeiro. Isso significa que dizer-se cristão afirmar qualquer coisa diferente de 3a'' é entrar em contradição. O Cristianismo não se harmoniza com nenhuma outra teoria de origem do universo que não seja o criacionismo bíblico, sob pena de tornar-se uma crença incoerente e capenga.

Sobre Deus e o Estado ou Sobre o Amor.


Deus diz para nos preocuparmos com os pobres, mas nós dizemos que isso é função do Estado; Deus diz para cuidarmos dos órfãos, mas nós dizemos que isso é função do Estado; Deus diz para cuidarmos das viúvas , mas nós dizemos que isso é função do Estado; Deus diz para cuidarmos dos idosos, mas nós dizemos que isso é função do Estado; Deus diz para cuidarmos com nossos filhos, da nossa família, mas nós dizemos que isso é função do Estado; Deus diz para protegermos os mais fracos, mas nós dizemos que isso é função do Estado…   

Não é mais preciso fazer caridade: é só pagar os impostos. Afinal, o presidente é um homem mais amoroso que qualquer sacerdote… É o que dizemos.

A ideologia estadista está matando o amor ao próximo.
[republicado]

Como os Livros do Novo Testamento foram Escolhidos?


Um dos motivos pelos quais tenho postado pouco é que tenho lido bastante, o que me faz pensar dez vezes antes de postar alguma besteira. No meio destas leituras deparei-me (via Gospel Coalition ) com este artigo sobre como os livros do Novo Testamento foram escolhidos, deixando claro o padrão deste os tempos da Igreja Primitiva para se considerar um texto autoritativo: ser escrito por um apóstolo ou por alguém ligado a eles. 
Leiam, recomendadíssimo. 

Verdades Difíceis & Amor Profundo: Ponderando Soberania, Sofrimento e a Promessa do Céu, por Randy Alcorn.

Nota 1: Esse texto é a tradução das notas feitas durante a preleção do autor no evento Desiring God 2010 National Conference. Se você entende inglês, veja o vídeo da preleção (altamente recomendado) aqui.
Nota 2: Meu inglês é pobre e a tradução não é das melhores. Apontamentos de erros podem ser feitos nos comentários.Corrigirei e  darei os créditos.

Verdades Difíceis & Amor Profundo: Ponderando Soberania, Sofrimento e a Promessa do Céu.

Randy Alcorn.
Desiring God 2010 National Conference

 

Todas as coisas trabalham juntas para o bem.
Vamos focar em um dos maiores versos das Escrituras, Romanos 8:28. É insensível ensinar Romanos 8:28 a uma pessoa de um jeito que minimize o sofrimento. Jesus chorou sobre o sofrimento e a feiúra da morte. As Escrituras nunca minimizam a dor e o sofrimento enquanto nós olhamos para a ressurreição. Contudo, Deus faz com que todas as coisas cooperam [trabalhem juntas] para o bem daqueles que o amam.
Alguns podem dizer que esse verso lhes soa cruel. Contudo, Deus é soberano sobre tudo e pode cumprir a promessa desse versículo. Uma vez que vemos o que esse verso realmente diz, então veremos Deus elevado e todo glorioso.
É atordoante, a dor que há nesse mundo,  mas quanto piores as coisas são, maior a história redentiva precisa ser para consertar as coisas. A história de nossa redenção em Cristo tem um final glorioso como mostrado em  Efésios 2:7, " para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus."
O que você poderia saber da Graça de Deus se o pecado e o mal e o sofrimento não tivessem entrado no mundo? O que você conheceria da misericórdia de Deus? O que você conheceria da sua paciência? O que você conheceria da sua compaixão? Há atributos de Deus que nunca teríamos conhecido, celebrado, e louvado por  toda a eternidade não houvesse grande sofrimento nesse mundo. Nos tornaremos mais como Cristo, Deus será mais glorificado por toda a eternidade,  e experimentaremos maior bem do que se jamais teríamos se todas as coisas ruins não tivessem acontecido.
Herdeiros com Cristo
Deus nunca se desviou de sua intenção original de um povo justo para governar sobre a Terra por toda a eternidade. Romanos 8:16-17  diz que" O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. ¶ E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados."
Somos herdeiros do rei e nosso negócio de família está governando. Teremos um corpo ressurreto, em um mundo ressurreto, em uma cultura ressurreta em um novo mundo. Governaremos a Terra para a glória de Deus.  Daniel 7:27 nos dá um quadro dessa realidade por vir: " E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão."
Romanos 8:16-17 fala de como  precisamos sofrer a fim de reinarmos com ele. A vida de facilidade é um dano ao desenvolvimento de pessoas de caráter e semelhança de Cristo. Deus nos deu muitos bons dons, mas Deus não que que o mundo venha a ser governado por pessoas a menos que elas sejam como Cristo. Cometemos um grande erro se achamos que Deu está simplesmente preparando um lugar para nós, sem nos preparar para esse lugar. Deus está nos preparando para governar justamente como reis serventes sobre o mundo que ele tem para nós. O sofrimento está diretamente relacionado ao governo como herdeiros de Deus sobre o seu reino.
Aflições preparam para a Glória
Toda vez que olhamos para Romanos 8:18, " Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. " devemos compará-lo com  2 Corintios 4:17, " Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente " Se você que saber o que Paulo considera tribulação leve e momentânea,  leia2 Corintios 11: prisões, ser quase morto, chicotes, apedrejamento, fadiga, naufrágio, dificuldades, noites sem dormir, etc.
Jesus disse em Mateus 13, " Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai 
Mateus 13:43
." Isso começa aqui e agora e continua pela eternidade. Não pense que Deus quer que você espere até a morte pare se tornar como Jesus. Nesta vida estamos nos tornando mais semelhantes a Cristo. Isso acontece através do sofrimento e isso acontece através da adversidade.
É o Espírito de Deus que nos ajuda a crer que a Palavra de Deus é verdadeira quando diz que todas as coisas trabalham juntas para o bem. Nada nos separará do amor de Cristo porque Deus está trabalhando todas as coisas juntas para o bem(Efésios 1:11 and Romanos 8:28). O melhor está por vir. Essa é a promessa de Deus paga pelo sangue de Jesus. Quando você está no meio do sofrimento e você duvida que Jesus cuida de você, imagine-o estendendo suas mãos cicatrizadas e mostrando-lhe a prova de seu amor por você.

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Porque Amamos Ver o Barça Perder.


Todo mundo conhece a história de Davi e Golias: o menino que vence o gigante. Bom, a história não é bem sobre um menino que vence um gigante, é sobre um exército apavorado diante da afronta de um exército mais forte e de como Deus pode usar as coisas mais frágeis desse mundo para demonstrar que Ele é o forte, mas isso não é lá muito moderno nem muito auto-ajuda, então a gente tira tudo que a gente acha supérfluo na história, inclusive Deus e o fato de que Davi estava do lado do bem e Golias do lado do mal (Deus? Bem? Mal?) e a resume ao seu "essencial": se você se esforçar demais, poderá vencer alguém mais forte que você. Basta se esforçar.
A derrota do Barcelona hoje realimenta esse mito (baseado num fato, como todo mito) e é por isso que nós torcemos tanto pro Chelsea hoje. Davi venceu Golias, o Chelsea ganhou do Barça, logo, eu também posso vencer na vida.
 Auto-ajuda de quinta. Você não é Davi (ou você faz as "Guerras de Deus"?) nem joga no Chelsea (se joga, welcome!). Esforçar-se, muitas vezes, na maioria das vezes, não é o bastante. O Chelsea não ganhou por esforço, mas por estratégia ( e um mal dia do Messi); Davi não venceu por esforço próprio, mas por intervenção divina. Pare de alimentar sua autocomiseração megalomaníaca, você não vai vencer alguém ou algo só porque você é mais fraco. Nunca.
1º P.S.: soma-se a isso a inveja, pura e simples.
2º P.S. : Eu torci pro Chelsea, confesso. Por inveja e autocomiseração megalomaníaca, confesso. Sou mal, confesso. Deus me perdoe e me mude. Amém.

Você tem colhões? ou Deveres Iguais ou Pais Também Abortam.


Pedro Sette-Câmara tocou num ponto que vem me incomodando a muito tempo, embora por um outro viés:

 A coisa é óbvia: se uma mulher não é obrigada a assumir um filho, um homem também não o é; se um homem é obrigado a assumir um filho, uma mulher também o é. Se uma mãe pode abrir mão de um filho antes de ele nascer, um pai também o pode. É isso ou a conversa de direitos iguais entre homens e mulheres é balela.
O ponto que me incomoda, entretanto é outro. É que disso tudo segue-se que, se a mãe que aborta é assassina, o pai que apoia é cúmplice e o pai que sabe que a mãe vai abortar e não faz nada omite socorro -no mínimo, para mim, é cúmplice também.
A maioria apoiaria isso enquanto mantido na esfera moral, mas, e na criminal? Afinal, se aborto é crime e a mãe que aborta deve ser presa, porque o pai só merece punição "moral", com "moral" entre parênteses mesmo, pois é uma punição hipócrita e, portanto, amoral?
Quem defende punição do aborto para homens deve defendê-la para mulheres também. Você tem colhões pra isso ou é só um machista hipócrita?

Breve Reflexão Pascal sobre o ocidente Pós-Cristão.[republicado]

O Ocidente se funda em dois fatos: a mortalidade de Sócrates e a imortalidade de Cristo.

A morte de Sócrates fundamenta toda a nossa filosofia. Basta lembrar que quase a totalidade dos diálogos platônicos tem como personagem Sócrates, inclusive a sua Apologia, e, quanto a Aristóteles, o exemplo de silogismo mais expressivo e conhecido de sua lógica é:
Todos os homens são mortais,
Sócrates é um homem,
Logo, Sócrates é mortal.
Todo o resto da filosofia ocidental deriva disto, inclusive o que o refuta, e nisto se fundo o nosso senso de racionalidade e de mortalidade.
Já a obra de Cristo na Terra, Sua vinda, Sua morte e Sua ressurreição, deu ao Ocidente o senso de espiritualidade e de imortalidade. Sim, Sócrates já cria na imortalidade na alma, mas não nos esqueçamos que a eternidade sem Cristo não é mais que a morte eterna. Foi Cristo quem disse:
“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”
João 11:25
Foi isso que permitiu ao Ocidente se desenvolver do jeito que se desenvolveu: um equilíbrio entre razão e fé, ciência e religião, filosofia e teologia.
Entretanto, desde o Iluminismo que assistimos à construção de um Ocidente pós-cristão, destituído de fé, espiritualidade e, conseqüentemente, de profundidade, uma civilização onde toda a virtude é a razão, onde o homem não passa de carne destinada a apodrecer, onde todos estão sob o domínio de Hades. O Ocidente de hoje é um homem que não pode mais se equilibrar, pois teve sua perna amputada. Isso tudo que temos visto.
O Ocidente pós-cristianismo é igual ao Ocidente pré-cristianismo e aquele precisa da mesma coisa que este precisava: de Cristo.
Feliz Páscoa.

Moralidade e Política.

   Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas, quando o ímpio domina, o povo suspira. 
Provérbios 29:2


Joel Pinheiro postou este texto no Ad Hominem (recomendo que leiam, o texto e o blog).
Meu comentário-resposta abaixo (na falta de um post de verdade):
Joel, 
Permita-me discordar de você diametralmente. Os pontos morais são, sim, mais importantes que as credenciais políticas, principalmente em eleições para o Executivo e em sistemas como o nosso e, como parece ser, o americano, isso porque essas eleições são extremamente personalistas. Quem está na Casa Branca não são os Democratas, é o Obama. Quem estará lá, se ganhar, não será o Partido Republicano: será Romney, ou Santorum, ou Gingrich, ou Ron Paul.
Isso fica bastante claro aqui no Brasil, em que temos dois governos petistas seguidos. O governo Dilma é melhor do que o Lula não apenas por ser melhor perfil gerencial - ela tem, mas por ser perfil mais intolerante com a corrupção e menos farreiro. Pode ser só fachada, mas já dá mais consistência ao seu governo. As demissões em massa pegam mal, não pela demissão em si, mas pela presença da corrupção. Muito mais mal - e moralmente pior - era a defesa de Lula dos corruptos.
Ron Paul é o meu preferido (aliás, seu libertarismo tem origem na sua fé cristã, em pensadores como Gary North e Rousas Rushdoony), mas se ele fosse adúltero ou corrupto sua mensagem não teria tanto impacto, e justamente porque a mensagem dos políticos de sempre está impregnada de hipocrisia - e a questão é essa.
Votamos em pessoas - e nada garante que elas serão fiéis ao seu programa de governo e seus ideais políticos. Na verdade, a experiência diz que não vão, ao menos aqui. Votamos sem saber quem a pessoa é e nos surpreendemos quando mentirosos nos enganam e adúlteros nos traem, mas esse é o preço de votar em alguém imoral. Dizer que quem trai a própria mulher trai a população soa careta e piegas, pouco político, mas a experiência confirma a verdade da frase.
Abraço.

Argumento Ecumênico Contra o Ecumenismo.

Consideremos, a princípio, 3 religiões: o Cristianismo, o Islamismo e, sei lá, o culto olímpico dos deuses gregos.
Se os deuses olímpicos são verdadeiros, então a devoção a outros deuses ou a um único deus (ou ainda considerá-los pura mitologia, como nós fazemos) irá despertar a ira deles contra você - e os deuses olímpicos são ciumentos e vingativos. Pode ler lá nos poemas gregos antigos.
Se Alah é o verdadeiro deus, então a adoração a qualquer outro deus fará com que ele o lance no "mármore do inferno". Pode ler lá no Alcorão.
Se o Deus cristão é o verdadeiro deus, então a adoração a qualquer outro deus é por-se debaixo da condenação desse Deus. Pode ler lá na Bíblia.
Assim, de acordo com a ortodoxia ditada pelos textos destas religiões:
1.Dizer que o Deus cristão é o verdadeiro implica dizer que todos os outros deuses são falsos;
2. Dizer que Alah é o verdadeiro deus implica dizer que todos os outros são falsos;
3. Dizer que Zeus é um deus verdadeiro implica dizer que Atenas, Poseidon e todos os outros  deuses olímpicos são verdadeiros  e que todos os deuses não olímpicos são falsos.
Não importa qual seja sua religião, ela exclui as outras. Não importa quem seja seu deus, ele não respeita os outros - na verdade, ele os chama de falsos. Ele diz que a religião que o adora é a única verdadeira e quer que sua religião seja única; quer acabar com as outras religiões - algumas pela conversão dos infiéis, outras pela eliminação deles.
Logo, se você é ecumênico, você contraria seu deus, seja ele quem for.

NOTA SOBRE RAZÃO E FÉ.

Quem defende o antagonismo entre fé e razão ou não tem fé ou não tem razão. Deus pode ser um grande problema para cientistas ateus; mas a ciência nunca foi um problema para os crentes – pelo contrário. Toda ciência pré-iluminismo foi feita baseada em pressupostos cristãos e todas as pseudociências anticristãs podem ser refutadas em termos científicos - e dizer que o que os cristãos fazem  não é ciência não a torna menos ciência.

Insatisfação garantida: Sartre, Sísifo e Salomão - por Clint Archer

O ícone pop dono da maior e mais reconhecida proporção boca/rosto, Mick Jagger, resumiu a essência de Eclesiastes com a precisão característica da poesia duradoura: “I can’t get no[riff de guitarra] satisfaction”. E uma das mais elásticas e generosas rimas do repertório de Elvis Presley, “A little less conversation, a little more action / All this aggravation ain’t satisfaction in me.” Estou na metade de uma série de sermões na introspectiva e aparentemente cínica obra-prima de Salomão, e tenho me mantido resoluto na decisão de não cortar meus pulsos. Semana passada, alcancei o marco da metade – capítulo 6, de 12. Basicamente, nosso autor emo está murmurando sobre a vida, o universo e tudo mais, e sobre como nada dessa nossa existência banhada pelo Sol traz felicidade ou realização.
Tudo isso me traz memórias dos meus estudos de graduação sobre existencialismo. Se você perguntasse a Ernest Hemingway por que a galinha atravessou a rua, ele responderia rapidamente “Para morrer. Na chuva. Sozinha”. Então ele pegaria uma espingarda e apontaria para si mesmo. Se você perguntasse para Jean-Paul Sartre, ele ofereceria “A galinha está tentando escapar das companhia que a cercam, e o tentará ad nauseum até que se contente com o truísmo inevitável de que o inferno são as outras galinhas”. Então sairia correndo da lagosta gigante, na alucinação em que passou a maior parte de seus últimos e paranóicos anos antes de se matar também. Parece que o suicídio é comum entre os existencialistas, e não é difícil ver o porquê. Quem quer viver em um mundo sem propósito? Mas o existencialismo incipiente de Salomão não é o resultado de uma senilidade debilitante ou de pessimismo mórbido. Ele sabe onde está a felicidade, e que ela não está nessa vida.
Eclesiastes torna clara essa ideia: Deus (o Criador) deixa um rastro de “migalhas” (sua criação) para nos guiar à alegria que só pode ser encontrada nele. Nós passamos nossas vidas frustrados porque as migalhas não nos satisfazem, porque não entendemos o propósito; elas estão nos levando para o banquete da satisfação somente em Deus. Eu sei que isso soa à là Piper, “Somos mais satisfeitos em Deus quando ele é mais glorificado em nós”. Mas Piper não esconde que se achou essa pérola em Jonathan Edwards, que a adquiriu do Apóstolo Paulo, que aparentemente a recuperou dos bolsos de Salomão. Ela parece ter passado pelas mãos de Agostinho, em certo ponto: “Formaste-nos para ti, Senhor, e nosso coração não terá sossego enquanto não encontrar descanso em ti”.  Hoje em dia, qualquer pastor de jovens fala aquela coisa do vazio do tamanho de Deus em nossos corações e nós achamos que é a última novidade. Mas pense nisso. Somente os cristãos conseguem ter acesso à essa ideia, pela fé. Se você não crê em Deus, você não tem acesso ao banquete, só à trilha de migalhas. Os não crentes bebem da água salgada, mas sua sede não é saciada.
Nós nunca devemos subestimar o poder desse livro de sabedoria em nosso evangelismo. O Senhor usou Eclesiastes para salvar minha vida. Quando estava estudando filosofia na faculdade, eu não era crente em Cristo ainda. Eu bebia da fonte da filosofia secular para a nutrição do meu intelecto. E isso não acabou bem para mim. Eu nunca me tornei suicida, mas não tenho certeza do porquê de isso não ter acontecido. Nesse sentido, eu estava refletindo as lutas de Albert Camus. Em toda sua carreira, Camus lutou para achar uma razão para não cometer o suicídio. Ele escreveu o seminal artigo “O Mito de Sísifo”, destacando a futilidade da vida, concluindo que “há apenas um problema filosófico verdadeiramente sério, e esse é o suicídio”. Dar cabo da própria vida era a única saída para a tarefa Sisifica da vida, para ele. Se um homem entende que sua vida não faz sentido, ele pode continuar empurrando a pedra para o topo do monte sabendo que, ao fim do dia, ela vai rolar para baixo novamente, ou ele pode matar a si mesmo e acabar com o sofrimento. Esse era o caminho que trilhavam os existencialistas. Se um restaurante só tem Coca-cola ou Sprite, você pode escolher tomar um dos dois, ou se matar. Pelo menos esse controle você tem. Ironicamente, Camus morreu jovem, em um acidente de carro, antes de decidir se iria se matar.
Eu não gostava dessa filosofia, mas não via como poderia discordar dela, já que tantas pessoas inteligentes acreditavam nela. Ignorar parecia ingenuidade, mas refutar estava além do alcance do meu QI.
Então eu perguntei ao meu professor se alguém havia refutado essa filosofia. Ele me disse para ponderar sobre uma frase de Herbert Marcuse, que aparentemente havia desconstruído o existencialismo com essas palavras: “[O existencialismo] hipostatiza condições específicas e históricas da existência humana em características ontológicas e metafísicas”. Eu não inventei isso. Se eu conseguisse ao menos entender essa frase, eu poderia deixar o existencialismo para trás e continuar com a minha vida. Marcuse foi um cara inteligente o suficiente para derrubar minha pose intelectual, mas inteligente demais para que eu pudesse entendê-lo, o que é mais um tipo diferente de depressão. Mas então eu encontrei o Salomão de Eclesiastes.
A igreja que eu vinha visitando estava pregando sobre Eclesiastes. Eu fiquei surpreso por descobrir que a mesma filosofia que estava sendo ensinada na minha classe universitária de ponta havia sido publicada 5 mil anos antes. Mas com uma única e MASSIVA diferença. O autor ofereceu uma solução compreensível. Não é óbvia, Salomão exige de você algum trabalho para entendê-la, mas quando você consegue, tudo se encaixa e a vida, de repente, faz sentido, tem propósito e direção definidas.
Resumidamente, Eclesiastes salvou minha vida.
Eu recomendo fortemente o estudo desse livro. Mas esteja preparado. Salomão, o autor filosófico, vai puxar de seu cachimbo teológico e soprar a fumaça na sua cara. Essa brisa sufocante virá na forma do pessimismo (Capítulo 1), hedonismo (2), fatalismo, niilismo, absurdismo e existencialismo (capítulos 3 e 4), agnosticismo (6) e outros –ismos que já deveriam ter passado.
Aqui estão algumas gotas da toxina tóxica que te aguardam…
NiilismoO destino do homem é o mesmo do animal; o mesmo destino os aguarda. Assim como morre um, também morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida o homem não tem vantagem alguma sobre o animal. Nada faz sentido! Todos vão para o mesmo lugar; vieram todos do pó, e ao pó todos retornarão. (Ec 3.19-20)
Não há sentido em nada, todos nós morreremos.
FatalismoO que é torto não pode ser endireitado; o que está faltando não pode ser contado. (Ec 1.15)
Não podemos mudar nada sobre nada.
ExistencialismoConcluí que o rir é loucura, e a alegria de nada vale. (Ec 2.2)
Ou seja, não significado real em nada que fazemos, e mesmo o que nos alegra, nos alegra por negar a realidade e pela loucura.
HedonismoPara o homem não existe nada melhor do que comer, beber e encontrar prazer em seu trabalho. E vi que isso também vem da mão de Deus. (Ec 2.24)
Já que nada faz sentido, vamos, pelo menos, aproveitar nossa curta vida. Não me venha com filosofia, me passe a lata de cerveja e o cigarro. Isso não soa muito cristão. Mas, a não ser que você rasgue algumas páginas da sua bíblia, no caminho até o picotador de papel, considere a rica teologia e o otimismo esperançoso dessas páginas aqui:
A sabedoria é melhor que a insensatez, assim como a luz é melhor do que as trevas” (Ec 2.13)
Sem Deus não há prazer (Ec 2.25)
Tudo que Deus faz permanece para sempre (Ec 3.14)
Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau” (Ec 12.13-14)
Salomão é o rígido mestre que ensinará essa lição para que possamos aplicá-la em nossa caminhada cristã. Ele te emancipa do cinismo. Ao fim do livro, você estará convencido que a vida em um mundo caído não vale a pena ser vivida sem um relacionamento com Jesus Cristo, que trás significado à vida, prazer ao descanso, realização ao trabalho e significado aos nossos legados. Essa é uma verdade que liberta.
A vida debaixo do Sol é algo depressivo. Mas a vida no Filho de Deus, Jesus, traz esperança e alegria profunda e eterna.
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui

Como Afonso Poyart Matou 2 Coelhos "Numa Caixa D'Água Só".


Filmes podem ser interessantes por 2 motivos: ou eles tem um bom roteiro, uma boa história, uma narrativa que prende o espectador até a última cena, ou eles são visualmente interessantes, com efeitos, explosões, edições, fotografia etc. & tal. O primeiro tipo de filme costuma ser mais para adultos, sendo densos, mas chatos, tipo teatro filmado; o segundo tipo, mais para adolescentes, sendo divertidos, mas vazios, videoclips de 2 horas.
Pois bem, 2 Coelhos , de Afonso Poyart, é o tipo de filme que une as duas coisas, roteiro e efeitos, história e tiros, diversão e reflexão.


Estão lá os efeitos visuais de videoclip (Poyart dirigiu "Ela Vai Voltar", clip do Charlie Brown Jr. , que já dá pistas do ritmo e dos efeitos que o diretor usa), cenas de explosão, de tiros, fugas de carro, o ritmo Velozes e Furiosos; mas também estão lá um roteiro bem amarrado, não linear, personagens interessantes interpretados por bons atores. No fim, ficam na cabeça fugas, bombas, tiros e reflexões sobre justiça (e vingança), ingenuidade, política e corrupção, amor (não só homem-mulher, mas também o familiar) e mesmo o sentido da vida e da morte (e você pode até discordar da filosofia do Edgar, o protagonista, sem culpa, pois o filme não tem mensagem no final). Isso sem ser uma franquia americana ou um filma francês - ou sendo os dois, à la antropofagia oswaldiana.
Tropa de Elite já tem um filme feito aqui para lhe ombrear.
Ps.: faltou projeção em 3D, mas tudo bem.

Casimiro, o romântico mais "verbivocovisual" que os concretistas.

Os modernosos vivem metendo o pau na nossa poesia romântica, mas você já viu algum poema concretista mais "verbivocovisual" do que A Valsa, do Casimiro de Abreu?


Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co'as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranqüila,
Serena,
Sem pena
De mim!


Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...


Valsavas:
— Teus belos
Cabelos,
Já soltos,
Revoltos,
Saltavam,
Voavam,
Brincavam
No colo
Que é meu;
E os olhos
Escuros
Tão puros,
Os olhos
Perjuros
Volvias,
Tremias,
Sorrias,
P'ra outro
Não eu!


Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...


Meu Deus!
Eras bela
Donzela,
Valsando,
Sorrindo,
Fugindo,
Qual silfo
Risonho
Que em sonho
Nos vem!
Mas esse
Sorriso
Tão liso
Que tinhas
Nos lábios
De rosa,
Formosa,
Tu davas,
Mandavas
A quem ?!


Quem dera
Que sintas
As dores
De arnores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas,..
— Eu vi!...


Calado,
Sózinho,
Mesquinho,
Em zelos
Ardendo,
Eu vi-te
Correndo
Tão falsa
Na valsa
Veloz!
Eu triste
Vi tudo!


Mas mudo
Não tive
Nas galas
Das salas,
Nem falas,
Nem cantos,
Nem prantos,
Nem voz!


Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!


Quem dera
Que sintas!...
— Não negues
Não mintas...
— Eu vi!


Na valsa
Cansaste;
Ficaste
Prostrada,
Turbada!
Pensavas,
Cismavas,
E estavas
Tão pálida
Então;
Qual pálida
Rosa
Mimosa
No vale
Do vento
Cruento
Batida,
Caída
Sem vida.
No chão!


Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
Eu vi!

O poema vem com partitura, a métrica incorpora o compasso ternário da valsa, a leitura compassada de certa forma nos cansa com "ela". E, sobretudo, o poema significa, tem narrativa e tem lirismo. Nem é que ache que os irmãos Campos e Pignatari fizeram não tem valor nenhum, eu até gosto bastante do Haroldo, mas Casimiro foi muito mais longe na "verbivocovisualidade" do que os 3 juntos.

6 Limericks ou 6 Limeriques, pode escolher.

1.
Há um político em Sampa
Que um novo partido encampa
Sem ideologia
Mas demagogia
O partido que ele encampa

2.
No Rio há um jogador
Que se diz goleador
Mas chega na hora
Só chuta pra fora
Esse tal goleador

3.
Há deputado em Brasília
Que é defensor da família
Mas faz sacanagens
Nas suas viagens
Para fora de Brasília.

4.
Há em Sampa um pregador
Que diz curar toda dor
Mas tudo que prega
A Bíblia renega
Mas se diz bom pregador.

5.
Há no Brasil um poeta
Que só escreve coisa abjeta
Sem senso, nem rima,
Mas diz que é obra prima
de vanguarda, o tal poeta.

6.
Em Brasília há um ministro
Que se diz feito pra Cristo
Que é injustiça
Tudo cobiça
Logo vem novo ministro