Como Afonso Poyart Matou 2 Coelhos "Numa Caixa D'Água Só".


Filmes podem ser interessantes por 2 motivos: ou eles tem um bom roteiro, uma boa história, uma narrativa que prende o espectador até a última cena, ou eles são visualmente interessantes, com efeitos, explosões, edições, fotografia etc. & tal. O primeiro tipo de filme costuma ser mais para adultos, sendo densos, mas chatos, tipo teatro filmado; o segundo tipo, mais para adolescentes, sendo divertidos, mas vazios, videoclips de 2 horas.
Pois bem, 2 Coelhos , de Afonso Poyart, é o tipo de filme que une as duas coisas, roteiro e efeitos, história e tiros, diversão e reflexão.


Estão lá os efeitos visuais de videoclip (Poyart dirigiu "Ela Vai Voltar", clip do Charlie Brown Jr. , que já dá pistas do ritmo e dos efeitos que o diretor usa), cenas de explosão, de tiros, fugas de carro, o ritmo Velozes e Furiosos; mas também estão lá um roteiro bem amarrado, não linear, personagens interessantes interpretados por bons atores. No fim, ficam na cabeça fugas, bombas, tiros e reflexões sobre justiça (e vingança), ingenuidade, política e corrupção, amor (não só homem-mulher, mas também o familiar) e mesmo o sentido da vida e da morte (e você pode até discordar da filosofia do Edgar, o protagonista, sem culpa, pois o filme não tem mensagem no final). Isso sem ser uma franquia americana ou um filma francês - ou sendo os dois, à la antropofagia oswaldiana.
Tropa de Elite já tem um filme feito aqui para lhe ombrear.
Ps.: faltou projeção em 3D, mas tudo bem.

Casimiro, o romântico mais "verbivocovisual" que os concretistas.

Os modernosos vivem metendo o pau na nossa poesia romântica, mas você já viu algum poema concretista mais "verbivocovisual" do que A Valsa, do Casimiro de Abreu?


Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co'as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranqüila,
Serena,
Sem pena
De mim!


Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...


Valsavas:
— Teus belos
Cabelos,
Já soltos,
Revoltos,
Saltavam,
Voavam,
Brincavam
No colo
Que é meu;
E os olhos
Escuros
Tão puros,
Os olhos
Perjuros
Volvias,
Tremias,
Sorrias,
P'ra outro
Não eu!


Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...


Meu Deus!
Eras bela
Donzela,
Valsando,
Sorrindo,
Fugindo,
Qual silfo
Risonho
Que em sonho
Nos vem!
Mas esse
Sorriso
Tão liso
Que tinhas
Nos lábios
De rosa,
Formosa,
Tu davas,
Mandavas
A quem ?!


Quem dera
Que sintas
As dores
De arnores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas,..
— Eu vi!...


Calado,
Sózinho,
Mesquinho,
Em zelos
Ardendo,
Eu vi-te
Correndo
Tão falsa
Na valsa
Veloz!
Eu triste
Vi tudo!


Mas mudo
Não tive
Nas galas
Das salas,
Nem falas,
Nem cantos,
Nem prantos,
Nem voz!


Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!


Quem dera
Que sintas!...
— Não negues
Não mintas...
— Eu vi!


Na valsa
Cansaste;
Ficaste
Prostrada,
Turbada!
Pensavas,
Cismavas,
E estavas
Tão pálida
Então;
Qual pálida
Rosa
Mimosa
No vale
Do vento
Cruento
Batida,
Caída
Sem vida.
No chão!


Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
Eu vi!

O poema vem com partitura, a métrica incorpora o compasso ternário da valsa, a leitura compassada de certa forma nos cansa com "ela". E, sobretudo, o poema significa, tem narrativa e tem lirismo. Nem é que ache que os irmãos Campos e Pignatari fizeram não tem valor nenhum, eu até gosto bastante do Haroldo, mas Casimiro foi muito mais longe na "verbivocovisualidade" do que os 3 juntos.

6 Limericks ou 6 Limeriques, pode escolher.

1.
Há um político em Sampa
Que um novo partido encampa
Sem ideologia
Mas demagogia
O partido que ele encampa

2.
No Rio há um jogador
Que se diz goleador
Mas chega na hora
Só chuta pra fora
Esse tal goleador

3.
Há deputado em Brasília
Que é defensor da família
Mas faz sacanagens
Nas suas viagens
Para fora de Brasília.

4.
Há em Sampa um pregador
Que diz curar toda dor
Mas tudo que prega
A Bíblia renega
Mas se diz bom pregador.

5.
Há no Brasil um poeta
Que só escreve coisa abjeta
Sem senso, nem rima,
Mas diz que é obra prima
de vanguarda, o tal poeta.

6.
Em Brasília há um ministro
Que se diz feito pra Cristo
Que é injustiça
Tudo cobiça
Logo vem novo ministro

O naufrágio da honra.


O modo rápido e contínuo com que tem se dado a inversão dos valores,  notadamente os cristãos, faz com que nós não percebamos bem as consequências disto mas, às vezes, acontecem coisas que escancaram como a situação está completamente degradada. O naufrágio do Costa Concordia é um desses fatos reveladores -  ou melhor, o abandono do navio pelo capitão.
O capitão é a autoridade maior dentro de um navio e é também o responsável pela integridade dos seus ocupantes. Em caso de acidente, o capitão deve organizar a retirada dos ocupantes e ser o último a sair.
O que aconteceu, entretanto, foi que o capitão se esqueceu de suas funções e responsabilidades e resolveu, literalmente, " cuidar da sua vida" e "abandonar o navio".
Ora, dirão alguns, ele estava zelando pela sua própria vida. Isso só demonstra como a degradação da honra está disseminada em nossa época. É função, é responsabilidade do capitão de um navio por a vida dos que estão a bordo em preferência da sua, é obrigação do capitão sair por último do navio. Mas, numa sociedade extremamente egoísta (individualismo é outra coisa), sem qualquer noção de amor ao próximo e mesmo sem qualquer sentido de dever, em que a honra e o nome não valem mais nada, em que é "cada um por si e Deus por todos", abandonar o navio e cuidar da própria vida é o que se tem que fazer.
"Ouça, Schettino, talvez você tenha se salvado do mar, mas eu vou fazer você ficar muito mal. Farei você pagar por isto. Vá para bordo!" . Disse o capitão da Guarda Costeira para o covarde capitão do navio. De fato, ele se salvou do mar e, de fato, ele ficou muito mal. De fato, ele vai pagar por isto. Mas, o que importa? pode ele pensar e certamente alguns pensam, O que importa? Ele está vivo, isso é o que importa. Mal, manchado, desonrado - mas vivo. Alguém morreu? Antes ele do que eu...
O que aconteceu com a honra em nossos dias foi o mesmo que aconteceu com o Costa Concordia - naufragou, desastradamente naufragou.

Como o pecado empobrece.


Lendo esse artigo do Lew Rockwell no Mises.org.br, fiquei refletindo sobre como o pecado empobrece. Ganância, orgulho, desperdício, gula, todos esses pecados empobrecem, isso é muito óbvio. O artigo de Rockwell ia um pouco mais fundo, buscava argumentar como os sete pecados capitais tornam o mundo menos livre e mais pobre. Entretanto, a doutrina dos sete pecados capitais não é bem aceita por todo mundo, embora sejam todos pecados mesmo, por serem formulados pela escolástica católica – essa doutrina não é uma formulação bíblica.
Então comecei a refletir sobre os Dez Mandamentos: como infringi-los empobrece? Como a desobediência no âmbito espiritual pode nos afetar economicamente?
Eu não quero dizer que o que define um pecado é a consequência econômica (é a simples prescrição bíblica) nem que a riqueza é fruto da piedade, mas é interessante ver como o mal e o pecado trouxeram e trazem consequências em todas as áreas da vida do homem – inclusive a econômica. Em alguns casos a coisa fica bem óbvia. Em outros, a coisa pode parecer forçada, mas, para mim, faz sentido. Como isso é um blog e não um tratado, não fiz questão de me alongar muito nas explicações. Na verdade, eu não explico nada, apenas apresento conclusões, quem sabe mais tarde eu resolva detalhar meu raciocínio. Medite você mesmo nos Dez Mandamentos, não dói. E se doer, trata.
1.“Não terás outros deuses além de mim.
Se Deus é o único Deus (e é) toda e qualquer direcionamento de esforços e recursos em direção a falsos deuses é desperdício.
2.“Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra.
Usar madeira, barro, metais para forjar ídolos é desperdiçar riqueza, já que eles não são verdadeiramente deuses.
3.“Não tomarás em vão o nome do SENHOR, o teu Deus,
Para tomar o nome do Senhor em vão, é preciso antes perder o temor por Ele. Aqueles que perdem o temor de Deus tornam se carnais. Tornando-se carnais, vivem de modo carnal, dissolutamente – e isso queima riqueza.
4.“Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo.
Não vou entrar em polêmica sobre o tema aqui. Fica definido que aqui guardar o sábado é entendido como ter um feriado semanal para descanso e culto.
Pessoas que tem descanso semanal gastam sua saúde sem repor energias. Isso fará com que rendam menos e gastem riquezas com gastos com saúde. Além disso, pessoas que querem trabalhar muito normalmente querem ganhar muito – para gastar muito. Entra muito – mas sai muito.
5.“Honra teu pai e tua mãe,
Filhos desobedientes viram pessoas irresponsáveis, dissolutas, pouco importadas com a família – queimarão riqueza.
6.“Não matarás.
Matar uma pessoas é diminuir mão-de-obra disponível, além de retirar do seio da família pessoas que ajudavam com o sustento.
7.“Não adulterarás.
Adúlteros retiram riqueza da família para queimá-la com amantes. Amantes, em geral, são sustentadas por presentes caros. Separações geram pensões. Sustentar duas mulheres – ou homens, ou um homem e uma mulher, vai saber – é caro.
8.“Não furtarás.
Furto é furto, roubo, chantagem, pedir em prestado e não devolver... Não vou explicar o porque, por favor.
9.“Não darás falso testemunho contra o teu próximo.
Mentirosos não cumprem contratos, a base de uma sociedade de mercado livre. Sem respeito a contratos, os negócios quebram, a sociedade quebra.
10.“Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu
boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença
Cobiçar mulher – ou homem – do próxima gera adultério ( ver ponto 7). Cobiçar bens gera roubo ( ver ponto oito).

Como eu disse, não fiz questão de explicar muito, mas acho que fica claro que pecado não é simplesmente uma questão espiritual – afinal, não somos almas penadas vagando por aí...



Aforismos.

O caminho é estreito, mas é plano, iluminado, o Senhor nos guia por ele e seus anjos nos sustém pelas mãos.

Não se pode seguir Jesus pelo twitter.

Todas as religiões são a mesma - se o cristianismo não for uma religião. E não é.

O ponto de vista dos cegos sequer é um ponto de vista

As coisas apodrecem onde não há conservadores

Ou se tem prazer em Deus ou se é sadomasoquista.

Ponham Damien Hirst no formol e o vendam por milhões!

Urnas eletrônicas não modernizam uma democracia

Conformamo-nos com o nosso inconformismo?

Deus nos deu livre arbítrio, mas os comunistas são ateus...

O que mais me choca em alguns acontecimentos é que não nos chocamos mais.

Deus é Bom - mas não é bonzinho.

Existem dois tipos de leis: as que positivizam o direto natural e as que o negativizam..

O mais coletivo dos valores é a liberdade dos indivíduos - ou a sociedade é livre ou ninguém é livre.

Aonde os idiotas não tem o direito de serem idiotas, os sábios não tem o direito de serem sábios.

Todos nós nada sabemos, mas alguns não sabem disto...

Argumento contra o aborto: conceba-se abortado...

Os céticos são tão convictos em sua dúvida que eu não consigo não duvidar deles.

Melhor andar com um fardo suave pelo caminho estreito do que se arrastar debaixo do peso de um fardo pesado pelo caminho largo.

Quanto mais curado sou, mais doente me vejo – pois também estou sendo curado da minha cegueira.

Não é que os fins não justificam os meios – é que os princípios os determinam.

Tá bom, seu Mallarmé, um poema é feito de palavras, mas, o que fazer com elas é que não faço a menor idéia.


Há certas cúpulas religiosas que dizem guardar os segredos de Deus, da vida, do Universo… Mas o único segredo que eles escondem é sua ignorância quanto ao assunto.

O cristianismo não diz que milagres são possíveis – diz que os milagres acontecem.

Eu acredito em Deus - você queria que eu acreditasse em quem? Em você?

Alguns se justificam dizendo que seus vícios privados geram virtudes públicas, mas Deus, quando olha pr’a Terra, não vê um justo sequer.

O coração do homem é enganoso – e seu cérebro não sabe disso.

Os cristãos não precisam fazer voto de pobreza – nem de riqueza.

O tempo foge da nossa pressa.

Só as crianças crescem.

Deus é bom, não bonzinho.

O amor livre não é amor nem é livre.

Às vezes o costume do risco faz com que temamos o mais seguro.

A mentira tem perna curta mas, tamanho não é documento.

Uma guerra deve demorar o máximo possível para começar e o mínimo possível para terminar.

Os socialistas são os bebês de colo do Estado; os anarqusitas, os seus adolescentes.

Às vezes o medo encoraja.

O meio influencia o homem, que influencia o meio…

Ou negamos a nós mesmos ou negamos a Cristo.

Ser ateu não é não crer que Deus exista; é crer que Deus não exista – questão de fé, portanto.

Entre o 911 e o 190 - nota sobre séries policiais.

Tenho aproveitado meus dias de férias para (re)ver alguns capítulos de Law&Order na TV. Gosto de como a trama se desenvolve: há um homicídio, a polícia investiga, chega-se ao(s) suspeito(s), a promotoria processa o(s) suspeito(s), o júri decide. Um processo criminal inteiro em uma hora. Interessantíssimo. Nenhuma outra franquia da série consegue ser mais interessante que a original, embora a SVU seja bastante legal, também.
Quem assiste à série sabe que, abrindo a cena, aparecem letreiros indicando local e data onde as cenas acontecem. Da primeira à última cena, poucos meses se passam. Sim, poucos meses, do crime à prisão ou absolvição.
Não sei se as coisas realmente se dão assim nos EUA, mas a série durou vinte temporadas, então é verossímil. Isso me fez pensar sobre as produções gringas e as nacionais. Há muitas séries policiais americanas. Em todas elas a premissa é que a polícia e a justiça funcionam. E o Brasil ?
Há poucas séries policiais feitas aqui. No ar, hoje, só Força-Tarefa, da Globo, sobre policiais da corregedoria combatendo policiais corruptos. Anos atrás, passou A Lei e o Crime, na Record, sobre policias corruptos, o tráfico e as milícias do Rio. Podemos incluir ainda a cinissérie Tropa de Elite: BOPE contra o tráfico e os corruptos. A premissa é a mesma: a policia e a justiça não funciona. É preciso uma polícia que faça a polícia funcionar. Não há série americana sobre corregedores - não que eu conheça.
Uma série brasileira que partisse da premissa de que a polícia e a justiça funcionam seria totalmente inverossímil, mesmo a maioria de nós dizendo que acha que maioria deles não é corrupta. São reflexos da sociedade na cultura.

Nota sobre "As Dores da Colômbia", exposição de Botero.

Acabei, por acaso, vendo no último sábado a exposição "Dores da Colômbia" de Fernando Botero no MuBE, aqui em São Paulo, que acabou no domingo (clique aqui para ver uma reportagem sobre a mostra).


Não sei se por ignorância, preconceito ou os dois, eu achava que a pintura tinha perdido, com o advento da fotografia, do cinema e da tv e o desenvolvimento do jornalismo, a sua função de registro histórico de uma sociedade e de uma época. Para mim, toda as artes plásticas tinham virado artzooka.
Essa mostra mudou meu conceito completamente.

Todo a violência, todo o horror, toda a frieza e maldade da narcoguerra colombiana está representada magistralmente nessa série de quadros. Os traços do pintor, especialmente seus rechonchudos colombianos e  a maneira como pinta o rastro das balas e as explosões mostram de uma maneira bela e comovente toda a crueza da situação. Comove. É arte de verdade. 
Uma foto que mostrasse tudo o que os quadros da mostra representam chocaria, mas, e talvez pelo choque, não comoveriam. Esses quadros, sendo arte, tocam no que há de mais humano, mais dolorido, mais terrível nessa história. Mas, de forma bela.
O que Aristóteles disse sobre a poesia vale para as artes em geral. Uma pintura como essas é mais filosófica, mais universal do que qualquer foto ou notícia sobre massacres. Sem saber nomes nem locais, aprende-se (ou, ao menos, apreende-se, entende-se) muito mais sobre narcoguerra vendo esses quadros do que lendo jornais.

PS.: como dito acima, a mostra já acabou. Pena.

Padre Antonio Vieira, o Reformador???

As palavras que tomey por Thema o dizem : Semen est Verbum Dei. Sabeis
( Christãos ) a causà, porque se faz hoje taõ pouco frutto com tantas prègaçoens ?. He porque as palavras dos pregadores sàõ palavras , mas naõ saõ palavras de Deos. Fallo
do que ordinariamente se ouve. A palavra de Deos (como dizia) he taõ poderosà , & taõ éfíicaz , que naõ só na boa terra faz frutto ,, mas até nas pedras , & nos espinhos nace. Mas se as palavras dos pregadores naõ sàõ palavra de Deos ; que muyto que naõ tenhaõ a
efficaçia & os effeytos de palavra de Deos ? Ventum feminabunt, & turbinem
colligent, diz o Espirito Santo, quem semèa ventos , colhe tempestades. Se os pregadores
se.mèaõ vento , se o que se prega he vaidade , se naó ,se prega a palavra de Deos ; como naõ ha a Igreja de Deos, de correr tormenta em vez de colher frutto?”
Padre Antonio Vieira, Sermão da Sexagenária.
PS.: mantive a grafia antiga (porque eu gosto de graphia antiga...)