Entre o 911 e o 190 - nota sobre séries policiais.

Tenho aproveitado meus dias de férias para (re)ver alguns capítulos de Law&Order na TV. Gosto de como a trama se desenvolve: há um homicídio, a polícia investiga, chega-se ao(s) suspeito(s), a promotoria processa o(s) suspeito(s), o júri decide. Um processo criminal inteiro em uma hora. Interessantíssimo. Nenhuma outra franquia da série consegue ser mais interessante que a original, embora a SVU seja bastante legal, também.
Quem assiste à série sabe que, abrindo a cena, aparecem letreiros indicando local e data onde as cenas acontecem. Da primeira à última cena, poucos meses se passam. Sim, poucos meses, do crime à prisão ou absolvição.
Não sei se as coisas realmente se dão assim nos EUA, mas a série durou vinte temporadas, então é verossímil. Isso me fez pensar sobre as produções gringas e as nacionais. Há muitas séries policiais americanas. Em todas elas a premissa é que a polícia e a justiça funcionam. E o Brasil ?
Há poucas séries policiais feitas aqui. No ar, hoje, só Força-Tarefa, da Globo, sobre policiais da corregedoria combatendo policiais corruptos. Anos atrás, passou A Lei e o Crime, na Record, sobre policias corruptos, o tráfico e as milícias do Rio. Podemos incluir ainda a cinissérie Tropa de Elite: BOPE contra o tráfico e os corruptos. A premissa é a mesma: a policia e a justiça não funciona. É preciso uma polícia que faça a polícia funcionar. Não há série americana sobre corregedores - não que eu conheça.
Uma série brasileira que partisse da premissa de que a polícia e a justiça funcionam seria totalmente inverossímil, mesmo a maioria de nós dizendo que acha que maioria deles não é corrupta. São reflexos da sociedade na cultura.

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