Breve Reflexão Pascal sobre o ocidente Pós-Cristão.[republicado]

O Ocidente se funda em dois fatos: a mortalidade de Sócrates e a imortalidade de Cristo.

A morte de Sócrates fundamenta toda a nossa filosofia. Basta lembrar que quase a totalidade dos diálogos platônicos tem como personagem Sócrates, inclusive a sua Apologia, e, quanto a Aristóteles, o exemplo de silogismo mais expressivo e conhecido de sua lógica é:
Todos os homens são mortais,
Sócrates é um homem,
Logo, Sócrates é mortal.
Todo o resto da filosofia ocidental deriva disto, inclusive o que o refuta, e nisto se fundo o nosso senso de racionalidade e de mortalidade.
Já a obra de Cristo na Terra, Sua vinda, Sua morte e Sua ressurreição, deu ao Ocidente o senso de espiritualidade e de imortalidade. Sim, Sócrates já cria na imortalidade na alma, mas não nos esqueçamos que a eternidade sem Cristo não é mais que a morte eterna. Foi Cristo quem disse:
“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”
João 11:25
Foi isso que permitiu ao Ocidente se desenvolver do jeito que se desenvolveu: um equilíbrio entre razão e fé, ciência e religião, filosofia e teologia.
Entretanto, desde o Iluminismo que assistimos à construção de um Ocidente pós-cristão, destituído de fé, espiritualidade e, conseqüentemente, de profundidade, uma civilização onde toda a virtude é a razão, onde o homem não passa de carne destinada a apodrecer, onde todos estão sob o domínio de Hades. O Ocidente de hoje é um homem que não pode mais se equilibrar, pois teve sua perna amputada. Isso tudo que temos visto.
O Ocidente pós-cristianismo é igual ao Ocidente pré-cristianismo e aquele precisa da mesma coisa que este precisava: de Cristo.
Feliz Páscoa.

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