Deus e o Estado - Breve Reflexão sobre 1 Samuel 8:11-17.


Não sou anarquista, creio que toda autoridade vem de Deus e que o Estado (ou algo análogo que o valha) tem funções dadas por Deus e esferas de atuação e, por isso, é legítimo - embora, em grande parte, aja ilegitimamente; entretanto, não se pode negar que o Estado - que é apenas um  tipo de autoridade constituída, mas não é a única, nem a melhor, nem nada - tem seus males intrínsecos. A meu ver, esse texto diz bem isso. Ele diz muitas outras coisas, inclusive sobre abrir mão do autogoverno para alienar-se e etc. Mas não quero falar de nada disso aqui.
O primeiro problema do Estado é a coerção. O Estado não convida, convoca; não pede, toma. Mesmo em regimes representativos, como o nosso, a vontade do Governo-Estado interfere em nossas vidas contra a nossa vontade. Sustentamos órgãos que não queremos, votamos sem querer, vamos para guerras que não apoiamos.
Outro problema é que ele tem poder sobre nossos filhos. Com filhos, quer-se dizer com as pessoas mais novas, fortes e capazes, físicas e intelectualmente.  O Estado coopta os de maior potencial para o interesses próprios dos governantes, que podem ser uma guerra, podem ser padaria e perfumaria. Retira-se do "mercado" os melhores para funções burocráticas, muitas vezes, inúteis. Quando não, para simples proveito do governante. É claro que, isso compromete a economia de um país.
O confisco de terras e produções para o interesse do governo e sua burocracia, que não produz nada, parece ser um problema que dispensa explicação. Políticos vivem muito bem às nossas custas e revertem muito pouco para nós, a população.
Repito: não sou anarquista. Creio que o Estado é dispensável (ele o foi em Israel, não existiu até Saul), mas não tenho por causa destruí-lo. Mas querer aumentar seu poder sem refletir nos problemas que isso traz inexoravelmente é uma burrice da qual o próprio Deus nos alerta.

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