3 NOTAS EM TORNO DO TEXTO DE DUVIVIER.

1. Novamente a direita “chilicou” com um texto por causa de um texto irônico que a ridicularizava. Como com o texto de Antonio Prata, em poucas horas havia uma chuva de críticas ao texto de Gregório Duduvier, por se tratar de uma “caricatura mal-feita”, de humor ruim.
É uma pena ver essa jovem nova direita tão rabugenta e mal-humorada. Uma das coisas mais interessantes nos escritores liberais-conservadores é justamente o senso de humor, da ironia fina de um J.P. Coutinho ao politicamente incorreto puro e simples de Pondé e Danilo Gentilli, passando por Mainardi perseguindo a sua “anta”, Lula, e Olavo de Carvalho mandando o Imbecil Coletivo você sabe o quê. Prefiro mil vezes a ironia desses novos autores às rabugices, palavras de ordem e moções de repúdio da velha intelligentsia.
Uma direita politicamente correta, que não aguenta piada, é tudo que a gente não precisa.
2. De fato, não seria melhor pro um Eike na sua gestão. Aliás, o Brasil não precisa de um bom gestor, como o NOVO tem vendido. O Brasil não é uma empresa. Pensar que se possa gerir bem o Brasil cai no mesmo erro do socialismo: achar que se tem conhecimento total da situação e que se pode controla-la.
Contabilidade e Administração funcionam para empresas – um país precisa de liberdade.
3. Estranho Duduvier achar boa a ação do Estado na cultura e no mercado, como escreveu no Facebook em resposta às críticas ao seu texto. Logo, membro de um dos casos mais impressionantes de livre iniciativa que deu certo, o Porta dos Fundos, uma startup de humor que começou como meio dúzia de humoristas jogando suas ideias no Youtube e virou um dos canais de humor mais bem sucedidos da internet.
O Porta não deu certo por causa de incentivos estatais, mas porque eles tinham um produto, seu humor, porque empreenderam ao lançar o canal, que, por agradar a clientela, os e-spectadores (entendeu? Hâ?), no território livre da internet, bombou. Mesmo chegando pequeno em um mercado já cheio de concorrentes (e quantos canais de humor não há no Youtube?),por entregar uma piada que satisfaz melhor o senso de humor dos internautas do que a dos outros empreendimentos do tipo, se o tornou o mais importante canal de humor do país e um dos mais vistos do mundo, além de se tornar lucrativo.
Duduvier venceu no mercado de humor da internet. Se quiser que produtores de teatro, cinema e cultura em geral também vençam no mundo real, deve lutar pra proporcionar a estes a mesma liberdade que o Porta dos Fundos encontrou na web.