LIBERDADE E DEMOCRACIA DECAEM NO MUNDO, SEGUNDO RELATÓRIO DA FREEDOM HOUSE



LIBERDADE E DEMOCRACIA DECAEM NO MUNDO, SEGUNDO RELATÓRIO DA FREEDOM HOUSE
"Pelo nono ano consecutivo, o relatório anual da Freedom House "Liberdade no Mundo" ("Freedom in the World"), sobre as condição global dos direitos políticos e das liberdades civis, mostra um declínio global. De fato, a aceitação da democracia como a forma de governo dominante no mundo - e de um sistema internacional construído sobre ideais democráticos - está sob maior ameaça do que já esteve nos últimos 25 anos".
Assim inicia o relatório da Freedom's House de 2015, mostrando a situação mais que preocupante da democracia e da liberdade no mundo. Segundo o documento, 89 países do mundo são livres, 55 são parcialmente livres e 51não são livres. Em termos populacionais, 2,8 bilhões de pessoas (40% da população mundial) vivem em países livres, 1,7 bilhão de pessoas (24%), em países parcialmente livres e 2,6 bilhões de pessoas (36%) vivem em países não livres, o que significa que mais da metade da população mundial não goza de liberdade política e/ou civil em níveis minimamente satisfatórios.
61 países tiveram declínio nos seus índices de liberdade, enquanto apenas 33 tiveram aumento nesse índice. O relatório se mostra especialmente preocupado com o declínio da liberdade na Rússia, Venezuela, Egito, Turquia, Tailândia, Nigéria, Quênia, Azerbaijão e Hungria. O único destaque positivo em termos de ganho de liberdades é a Tunísia. A metodologia da medição é baseada na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Doze países e territórios tiveram os índices mais altos de ausência de direitos políticos e liberdades civis (7 em cada quesito): República Centro-Africana, Guiné Equatorial, Eritreia, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Síria, Turcomenistão, Usbekistão, Tibete e Saara Ocidental. 10 países e territórios tiveram índice 7 de falta de direitos políticos e 6 de falta de liberdades civis: Bahren, Bielorrússia, Chade, China, Cuba, Laos, Sudão do Sul, Crimeia, Faixa de Gaza e Ossétia do Sul.
Na América do Sul, 5 países são tidos como parcialmente livres: Colômbia, Venezuela, Paraguai, Bolívia e Equador. No contexto da América Latina, o relatório também destaca o declinio na liberdade no México, país parcialmente livre, onde houve, ano passado, o desaparecimento de 43 estudantes na cidade de Iguala. Cuba é classificada como um país não livre.
O Brasil é classificado como país livre, alcançando índice 2 de liberdades civis e direitos políticos, índice que vem sendo mantido desde 2006, sendo que o melhor índice é 1. É um bom resultado diante do cenário global, mas também significa que ainda temos em que melhorar em termos de liberdades para alcançar o melhor índice, ainda mais se percebermos que o nosso índice está estagnado há quase dez anos. Além disso, o relatório lembra que o Brasil foi silenciosamente tolerante com as repressões violentas do governo Maduro, na Venezuela.
Como bem lembra o relatório, "práticas antidemocráticas levam à guerra civil e a crises humanitárias. Elas facilitam o crescimento de movimentos terroristas, cujos efeitos inevitavelmente se espalham para além das fronteiras nacionais. Corrupção e governança fraca alimentam instabilidade econômica".
O link do relatório vai abaixo.

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