BOAS NOTÍCIAS SOBRE IMIGRANTES SÃO POSSSÍVEIS.

(Originalmente publicado na page do Facebook do EPL São Paulo)





BOAS NOTÍCIAS SOBRE IMIGRANTES SÃO POSSSÍVEIS.



Imigrantes têm sido os protagonistas de muitas notícias tristes envolvendo mortes, fugas perigosas, segregação e xenofobia e falta de oportunidades, entre outros problemas. Entretanto, não precisa ser assim. Reportagem da Folha de São Paulo de 04/05/2015 mostra como imigrantes haitianos têm transformado o bairro do Glicério em um “bairro negro” da cidade – e melhorando de vida. (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/05/1624794-com-igrejas-bilingues-e-lojas-tipicas-haitianos-mudam-a-cara-do-glicerio.shtml ). Vale muito a pena a leitura.



Saídos da situação grave pela qual passa o Haiti, piorada desde o terremoto de 2010 (sic, 2010), esses imigrantes vieram para o Brasil buscando melhores condições de vida e se instalaram no bairro, em torno da Missão Paz, ligada à Pastoral do Migrante. Lá, vão fazendo uma nova vida no Brasil:



“Igrejas evangélicas com cultos bilíngues são ao menos três. Lojas de roupas, cabeleireiros, lan houses e, agora, um restaurante de comida típica também abriram suas portas na região.



Aos poucos, essa população que busca por empregos e se fixar na capital vai fazendo o dinheiro girar no bairro”.



Como eu disse, vale a pena ler na íntegra a reportagem – e perceber que seu “tom” diferente está intimamente ligado com a forma com que imigrantes são tratados em cada situação.



Assim como japoneses, chineses, árabes, italianos e outros grupos étnicos de todo o mundo e também de todas as regiões do Brasil, São Paulo vai permitindo que, agora, sejam os haitianos que prosperem na cidade e contribuam com ela. Assim como aqueles povos estão integrados na economia e na cultura da cidade, poderemos, em breve, ter uma São Paulo com uma face haitiana. Bons para os haitianos, bom para São Paulo e para o Brasil.



Apesar de ser benéfica pra todos, a livre imigração é muito combatida - por pura xenofobia e racismo, por conservadorismo cultural ou por desculpas político-econômicas, como motivos de segurança ou por trazer um sobrepeso ao Estado de bem estar social, aumentando os gastos e a necessidade de recursos (o que joga muitos imigrantes na clandestinidade e na falta de direitos, como os bolivianos encontrados em condições à trabalho escravo em oficinas clandestinas de costura).



Se quisermos, entretanto, que notícias como essa não sejam exceção quando o assunto é imigração, mas a regra, é preciso que as barreiras à livre imigração, sejam elas físicas, culturais ou políticas, sejam derrubadas. Urgentemente.

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