LIBERDADE DE IMPRENSA DECLINA EM TODO O MUNDO, SEGUNDO REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS.

"Os indicadores compilados pela organização Repórteres Sem Fronteiras são incontestáveis. Houve um declínio drástico na liberdade de informação em 2014. Dois terços dos 180 países pesquisados para o World Press Freedom Index 2015 um desempenho inferior ao do ano anterior. O indicador global anual, que mede o nível global de violações da liberdade de informação em 180 países ano a ano, subiu para 3.719, um aumento de 8 por cento ao longo de 2014 e quase 10 por cento em comparação com 2013. A queda afetou todos os continentes".
Esse é o preocupante relatório da ONG que monitora o liberdade de imprensa em todo mundo. O índice saiu semana passada.
Segundo a ONG, as deteriorações mais preocupantes da liberdade de imprensa ocorreram em Andorra, Timor Leste, Congo, Itália, Islândia, Venezuela, Equador, Líbia, Sudão do Sul, Rússia, Azerbaijão e Estados Unidos. As melhoras mais significativas foram em Mongólia, Tonga, Madagascar, Geórgia, Nepal, Tunísia, Brasil, México.
Os dez países com maior liberdade de imprensa, segundo o índice, são: Finlândia, Noruega, Dinamarca, Holanda, Suécia, Nova Zelândia, Áustria, Canadá, Jamaica e Estônia.Os dez piores são: Eritreia, Coreia do Norte, Turcomenistão, Síria, China, Vietnã, Sudão, Irã,Somália e Laos.
O Brasil, como dito acima, teve substantiva melhora: subiu 12 posições, pulando da 111ª para a 99ª posição, com diminuição de jornalistas mortos, 2 em 2014, contra 5 em 2013. Essa, entretanto, é uma posição da qual não podemos nos orgulhar: estamos mais perto do último que do primeiro lugar. Os dez países imediatamente à nossa frente (do 98º ao 89° lugar) no ranking são: Líbano, Uganda, Seychelles, Gabão, Bolívia, Fiji, Peru, Grécia, Kwait e Libéria. No contexto das Américas, somos o 20º de 28 países, mais perto do último (Cuba, 169º do ranking geral) que do primeiro (Canadá, 8º do ranking geral), atrás até mesmo de Haiti (53º) e Argentina (57º). Em uma classificação gradativa que separa os países em cinco grupos, dos mais livres aos menos livres, fazemos parte do terceiro grupo. A RSF destaca ainda a violência contra jornalistas em protestos. Como ponto positivo, destaca a proteção dos usuários de internet com o Marco Civil.
Ainda no contexto da América Latina, há especial precupação com a Venezuela (137º), em que a Guarda Nacional Bolivariana abriu fogo contra jornalistas durante protesto, e Equador (108º), por conta de sua Lei Orgânica de Comunicação, um instrumento de censura.
Destaque-se, ainda, os Estados Unidos (49º, uma posição nada confortável para o "País da Liberdade"), cujo governo vem pressionando jornalistas para revelar suas fontes, como no caso WikiLeaks.
Link para o índice: http://index.rsf.org/

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