Relatório mostra situação preocupante da liberdade religiosa no mundo.

Segundo o mais recente relatório da Pew Reserch Center sobre restrições religiosas no mundo, que analisa dados de 2013, 54 de 198 países (27%) impunham restrições governamentais à religião em níveis altos ou muito altos, implicando em que 63% da população mundial esteve debaixo dessas restrições. Os países com altos ou muito altos níveis de hostilidades sociais envolvendo religião (que engloba de vandalismo à assassinato de religiosos) foram também 27%, cobrindo 73% da população mundial. Esses números mostram-se ainda mais preocupantes quando se considera que eles mostram leve melhora quanto a 2012 (quando 29% dos países impuseram restrições oficiais e 33% apresentaram hostilidades sociais envolvendo religião) e ainda não consideram avanços recentes de grupos como ISIS e Boko Haram em 2014 e 2015.
Cristãos foram perseguidos, em 2013, em 102 países (52%), sendo o grupo religioso mais perseguido do mundo (dado que vai contra o nosso senso comum); muçulmanos, em 99 países (50%); judeus, em 77 países, havendo um preocupante aumento do antissemitismo no mundo; adeptos de religiões populares, em 34 países; hindus, em 9 países; budistas, em 12 países; fiéis de outras religiões, incluindo ateus, em 38 países. Houve perseguição religiosa, oficial ou por parte da população, em 164 países.
Em 30% dos países, houve restrições oficiais contra minorias religiosas, em 61% dos países houve hostilidades sociais contra minorias sociais. Judeus foram perseguidos por indivíduos ou grupos em 34 de 45 países europeus, ou seja, 76% destes; muçulmanos, em 32 países europeus (71%). Em 19 países europeus (42%), mulheres foram perseguidas por violação de regras quanto ao vestuário.
 

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