LIBERDADE ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO HUMANO.

LIBERDADE ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO HUMANO.

Uma das acusações mais comuns contra o livre mercado é que ele traz ganhos apenas econômicos e concentrados nas mãos de poucos com dinheiro e poder, ou seja, que ele não traz benefícios sociais, para todos. Assim, seria necessário restringir a liberdade do mercado, regulando a economia, para que essa revertesse em ganhos públicos sociais.

Os números dizem o contrário. Comparando-se os últimos dados do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU (http://hdr.undp.org/en/content/table-1-human-development-index-and-its-components), que leva em conta, para seu cômputo, dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB (PPC) per capita e que é amplamente reconhecido como medida da qualidade de vida em um país (embora não imune a críticas), com os últimos números do Índice de Liberdade Econômica (ILE) da Heritage Foundation (http://www.heritage.org/index/ranking), fica clara a relação entre os dois índices.

Como a Tabela mostra, entre os vinte países com maiores IDHs, 18 têm ILEs livres ou em maior parte livres, sendo que um não é ranqueado; já entre os 20 piores IDHs, 19 são ranqueados como reprimidos ou em maior parte não livres no ILE, sendo que um não é ranqueado no índice.



Ao contrário do senso comum, os dados sugerem que, quanto maior a liberdade econômica, maior as chances de um país ter maior desenvolvimento humano e melhor o padrão de vida de seus habitantes.