Argumento Liberal CONTRA a Legalização das Drogas.

Imagine um estabelecimento que cobrasse ingresso para a entrada, uma casa de shows, por exemplo: você paga a entrada, entra, vê o show, se diverte, e na hora de ir embora - você é impedido de sair. Isso é um absurdo, você diria, isso é violação do direito de ir e vir, sequestro mesmo.
Tá. Agora, imagine que, na porta do estabelecimento, estivesse escrito, em letras garrafais: AVISO, QUEM ENTRA NÃO SAI MAIS, ou PROIBIDA A SAÍDA ou CAMINHO SEM VOLTA ou algo que os valham. Então, você entra na intenção de não sair mais, de passar o resto da vida curtindo os shows daquela casa e tal. 
Bom, um dia, ou porque você enjoou do lugar, ou porque o desregramento daquela vida está fazendo mal à sua saúde, ou porque está acabando com ou seu dinheiro, ou porque sente falta da sua família, ou por qualquer outro motivo, você resolva sair do estabelecimento. Entretanto, você não pode sair - e você sabia disso quando entrou. 
É óbvio que isso também é um absurdo, é óbvio que seu direito de ir e vir estará sendo violado e que, a a partir do momento em que você decida sair do local e isso lhe seja impedido, você estará sequestrado. 
É óbvio que o funcionamento de tal tipo de estabelecimento deve ser proibido.
Pois bem, penso que com as drogas se dá algo análogo: não importa se você sabe que tal substância - não me interessa aqui focar em nenhuma específica, embora eu saiba diferenciá-las - vicia ou não, pois a questão não está na conhecimento do sujeito, mas na ação da droga sobre ele. Se ela afeta a capacidade de escolhas livres do indivíduo - e narcóticos não afetam apenas a capacidade de escolher entre parar de drogar-se ou não, nós sabemos - ela atenta contra a liberdade dele (pois, se alguém quer parar de utilizar determinada substância e não pode [e com não pode eu não quero dizer NÃO CONSEGUE por falta de esforço ou persistência mas, NÃO PODE porque isso lhe está quimicamente determinado, impedido]) e deve ser condenada e proibida. Ou sequestros consentidos devem ser legalizados.
P.S.: O argumento ainda não está perfeitamente elaborado, mas o essencial está aí.

A direita está tão mal assim?

É verdade que não temos partido de direita, entretanto, no campo da divulgação de idéias, a coisa melhorou absurdamente nos últimos cinco anos - aliás, a desilusão com a esquerda e  a guinada para o outro lado de muitos - minha - se deu nesse período.
Em 2007, havia apenas dois sites de corrente não esquerdista de peso, o de Olavo de Carvalho (e seu Mídia Sem Máscaras) e O Indivíduo, de Pedro Sette-Câmara e Sergio de Biasi.
De lá para cá, o Movimento Endireita Brasil e o Instituto Millenium cresceram, surgiram o Ordem Livre e
instituto Mises Brasil, a Dicta&Contradicta (revista & site) e o Ocidentalismo.org , fundou-se o Grupo de Estudos da Escola Austríaca - GEAA, na FEA-USP (USP!!!!). Há mesmo tentativas de partidos (Federalista, Libertários, Conservador), porém, sem força.
Sem contar a infinidade de blogs pessoais, como o meu, que, diferente do meu, são escritos por pessoas cultas, inteligentes, que sabem o que estão dizendo.
Entre nós, jovens entre os 20 e 35 anos, as idéias do conservadorismo e do liberalismo nunca estiveram tão divulgadas e, creio eu, é questão de tempo isso dar em algo - e melhor ainda se esse algo não tiver nada a ver com partidos políticos...


O Mal, porquê não???

Mar 7:21-22  Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios,  a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez;






Fanatismo religioso, bullying, pulsões sexuais reprimidas, distúrbio mental...
Sempre que massacres como o de Realengo acontecem, mil e uma explicações temerárias aparecem. Entretanto, uma é invariavelmente esquecida: o Mal.
Por quê? Talvez porquê o Mal seja desconcertantemente inxplicável - sim, crer que alguém comete uma atrocidade daquelas sem motivos maiores, por pura maldade, não faz nenhum sentido para nós, deixa-nos sem uma explicação razoável para nossa razão, simplesmente não responde.
Entretanto, penso que existe uma outra razão, não sei se consciente ou inconsciente, para essa repulsa ao Mal como explicação para tais atos: toda pessoa em sã consciência sabe que, lá no fundo, mesmo que seja caridosa, religiosa, boa cidadã, ela é má, ela tem o Mal dentro de si e, no final das contas, ela não é tão diferente assim daquele "monstro".
Penso, porém, que tomar consciência da nossa natureza má, caída, saber que somos capazes, sim, de maldades, atrocidades, de que, na verdade, nossos atos diferenciam-se dos deles mais em termos de grau do que de natureza, porque o Mal nos é natural, em uma palavra, humildade (perante Deus, perante nós mesmos e perante nossos semelhantes) é o melhor antídoto para evitar esses tipos de barbaridades.

Bolsonaro, o nosso bode expiatório??

Bolsonaro conseguiu trazer para si as pechas de direitista, milico, racista e homofóbico, ou seja, ele é o responsável por todo o mal do Brasil. Logo, ele precisa ser sacrificado (sim, ele provavelmente vai perder o mandato), para que a ira dos deuses seja aplacada e a normalidade volte às terras tupiniquins. Após o sacrifício, a paz e a ordem reinarão por aqui por um pouco de tempo - até tudo começar de novo.

Se René Girard estiver certo (e se eu entendi Girard), é isso que vai acontecer.

Quem viver verá.

Um discurso sobre Deus no auditório mais intelectualizado da cidade mais culta do mundo


Um discurso sobre Deus no auditório mais intelectualizado da cidade mais culta do mundo

Deus fez o mundo e tudo o que nele há.
Deus é o Senhor dos céus e da terra.
Deus não habita em templos construídos por seres humanos.
Deus não precisa de alguém que o ajude.
Deus dá a todos a vida, o fôlego e tudo o mais.
Deus criou a partir de um só homem todas as raças humanas para viverem na terra.
Deus definiu as etapas da história e as fronteiras dos países.
Deus fez tudo isso porque desejava ser procurado e achado, ainda que às apalpadelas.
Deus não está longe de ninguém.
Deus não tem nada a ver com os ídolos de ouro, prata ou pedra feitos pela arte e habilidade das pessoas. Ele nem sequer é parecido com tais objetos.
Deus ordena que todos os homens em todos os lugares se arrependam dos seus pecados.
Deus marcou em sua agenda uma data para julgar o mundo com justiça por meio do homem que ele designou e que já mostrou quem é ao ressuscitar Jesus.

Esse discurso de Paulo foi feito na colina do deus Áries (nome grego) ou Marte (nome latino), situada entre a Acrópole (a parte mais alta da cidade) e a Ágora (o mercado), na cidade de Atenas, a capital da Grécia e do helenismo, com 25 mil habitantes. O conselho da cidade (algo parecido com a Câmara Municipal) se reunia frequentemente naquele mesmo auditório. O convite para Paulo falar partiu de filósofos de duas escolas diferentes: os estoicos (discípulos de Zenão) e os epicureus (discípulos de Epicuro), que chamavam o apóstolo de “tagarela” e “pregador de coisas esquisitas” (At 17.20). Era uma elite complicada, pois os epicureus acreditavam que o prazer era o principal objetivo da vida e os estoicos entendiam que “os seres humanos devem ser livres das paixões, indiferentes à alegria ou ao sofrimento, aceitando calmamente todas as coisas como resultado da vontade divina”.

Atenas era famosa por ter sido, alguns anos antes, o centro das artes, da arquitetura, da política e da filosofia. Ali moraram Sólon (um dos sete sábios da Grécia), Platão (fundador da Academia) e Aristóteles (filósofo, educador e cientista).

O discurso de Paulo sobre Deus provocou a conversão de Dionísio, “o areopagita”, de Dâmaris, que provavelmente era uma mulher da alta sociedade, e de outras pessoas cujos nomes o historiador não cita (At 17.22-31).


Soneto sobre a Crucificação do Cristo.

Hans Holbein the Younger: Christ's Body in the Grave



Alguns dizem que foram os romanos
Que mataram Jesus a cruz e cravo
Com base nos direitos desumanos,
A injusta lei dos homens, nosso agravo.

Alguns dizem que foram os judeus
Que teriam matado o próprio rei,
Próprio Messias, mesmo o próprio Deus,
Pervertendo de Deus a própria lei

Sejam justos: fui eu, o meu pecado
Quem maltratou Jesus até a morte,
Cordeiro em sacrifício oferecido,

Mas, não tivesse Cristo se entregado,
Jamais teria Ele então morrido:
Não prevalece o fraco frente ao forte.

Petição Online: Isenção total de tributos municipais, estaduais e federais para os cidadãos de Areal, Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Teresópolis, referentes ao ano fiscal de 2011.

Leiam e divulguem.


Exma. Srª. Presidente da República, Exmo. Sr. Governador do Estado do Rio de Janeiro Exmos. Srs. Senadores da República, Exmos. Srs. Deputados Federais, Exmos. Srs. Deputados Estaduais do Rio de Janeiro, Exmos. Srs. Prefeitos de Areal, Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Teresópolis, Exmos. Srs. Vereadores de Areal, Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Teresópolis.

A tragédia provocada pela chuva nas cidades de Areal, Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Teresópolis, no Rio de Janeiro deixou patente a ineficiência do Estado em evitar, ao menos reduzir, a destruição e o prejuízo da tragédia.
O Estado permitiu-se que áreas de risco fossem indiscriminadamente ocupadas; cobrou impostos dos que as ocuparam; não avisou a população, pela defesa civil, das chuvas em intensidade mais forte que a comum, nem sequer se preparou para o ocorrido ( pelo contrário, foi noticiado que a defesa civil do RJ ignorou alerta de institutos de pesquisas meteorológicas)meter; não disponibilizou equipes de resgate suficientes para as proporções do ocorrido, de modo a minimizar o número de mortos e feridos; não planejou previamente como lidar de maneira minimamente digna com desabrigados e desalojados; não se preparou para lidar de modo minimamente digna com os mortos ( foi noticiado que mortos estão sendo enterrados em quintais).
Dada a notória, patente ineficiência do Estado em utilizar o dinheiro dos cidadãos de Areal, Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Teresópolis de modo a minimizar os efeitos das chuvas que assolaram a região serrana do Rio de Janeiro, e levando-se e, conta que os moradores, comerciantes e empresários da região necessitarão da totalidade de suas rendas e poupanças para reconstruir suas vidas e as suas cidades, viemos por meio dessa solicitar a isenção total de tributos municipais, estaduais e federais para os cidadãos de Areal, Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Teresópolis, referentes ao ano fiscal de 2011.

Os signatários.


Assinem aqui:


http://www.peticoesonline.com/peticao/isencao-total-de-tributos-municipais-estaduais-e-federais-para-os-cidadaos-de-areal-bom-jardim-nova-friburgo-petropolis-sao-jose-do-vale-do-rio-preto-sumidouro-e-teresopolis-referentes-ao-ano-fiscal-de-2011/55

De Extremismos e Distorções, ou Gramsci Rules!!!

O cara que atirou na deputada lá nos EUA é um extremista de direita? Não. A direita não prega que saiamos atirando nos desafetos, logo, a direitismo levado ao extremo não desembocaria em loucos atirando por aí.
Um anarquista é um cara de extrema esquerda? Não. A esquerda é justamente a idéia de que o Estado deva ser forte. Levar essa ideia ao extremo não dá no fim do Estado, nunca.
O consumismo é o extremo do capitalismo? Não, o capitalismo considera a poupança importante para a produção de riquezas e isso à décima potência não é consumismo nem aqui nem em lugar nenhum.
A Ku Klux Klan é um grupo de cristãos extremistas, ou fundamentalistas cristãos? Não, não e não. O amor ao próximo é um dos fundamentos da religião cristã. Logo, cristãos extremistas amam ao extremo, não o contrário.
Extremo virou sinônimo de distorção e essa distorção semântica - cognitiva, eu diria - tem nos impedido de levar nossas convicções corretas ao extremo.
Gramsci Rules!!!

Immanuel Kant e Hebreus 11.6 em litígio – John Piper

Immanuel Kant e Hebreus 11.6 em litígio – John Piper



C. S. Lewis achava que Immanuel Kant (falecido em 1804) foi um dos causadores dessa confusão. Ayn Rand, ateia, pensava o mesmo. Sua descrição muito inteligente da ética de Kant, mesmo que nem sempre historicamente exata, pelo menos mostra bem os efeitos paralisantes que ela parece ter tido sobre a igreja:

Kant disse que uma ação é moral apenas se a pessoa não tem o desejo de executá-la, e a faz por um senso de dever, sem tirar qualquer tipo de benefício dela, nem material nem espiritual. Um beneficio destrói o valor moral de uma ação. (Portanto, se alguém não tem nenhum desejo de ser mau, não pode ser bom; se tem, pode.)

Ayn Rand confundiu essa noção de virtude com o cristianismo e rejeitou prontamente toda a coisa. Mas isso não é cristianismo! Foi trágico para ela e é trágico para a igreja o fato de essa noção permear o ar da cristandade — a noção de que buscar a alegria é submoral, se não imoral.

Como seria bom se Ayn Rand tivesse entendido seu contemporâneo cristão Flannery 0'Connor:
Não creio que a renúncia ande junto com a submissão, nem mesmo que a renúncia seja um bem em si mesmo. Você sempre renuncia a um bem menor por outro maior; o oposto disso é pecado. [...] O esforço de submeter-se [•••] não é um esforço de submeter-se mas de aceitar, e com paixão. Quero dizer, possivelmente, com alegria. Retrate-me com meus dentes reluzindo de regozijo —também plenamente armado, pois a busca é altamente perigosa.

Amém!

Todo domingo de manhã, Hebreus 11.6 entra em litígio com Immanuel Kant: "Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam". Você não pode agradar a Deus se não se aproxima dele buscando recompensa! Por isso, a adoração que agrada a Deus é a busca do prazer em Deus. Ele é nossa recompensa excessivamente grande! Em sua presença há plenitude de alegria, e à sua destra, delícias perpetuamente. Adoração é o banquete do prazer cristão.